Sexta-feira, 8 de maio de 2026
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Em coletiva realizada nesta quarta-feira (15/04), a chefe da Comissão de Expansão da União Europeia, Marta Kos, disse que a queda de Viktor Orbán do cargo de primeiro-ministro da Hungria poder resultar na liberação de uma ajuda militar de 90 bilhões de euros para a Ucrânia.

Segundo a diplomata eslovena que comanda a comissão, a derrota de Orbán para o conservador pró-europeu Péter Magyar significou também “uma “grande vitória para a Europa”.

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A declaração de Kos remete a um conflito que teve seu início no dia 11 de fevereiro, quando o Parlamento Europeu aprovou um empréstimo de € 90 bilhões (cerca de R$ 557 bilhões) para apoiar a Ucrânia no conflito com a Rússia, especialmente para a compra de armas.

Porém, Orbán afirmou que a Hungria não aprovaria o pacote de ajuda militar enquanto o governo ucraniano não retomasse o trânsito de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, situação que travou o trâmite para o envio dos recursos a Kiev.

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Além da questão do auxílio, Kos também ressaltou que a chegada de Magyar ao poder em Budapeste pode acelerar o processo de adesão da Ucrânia como novo membro da União Europeia, que também esbarrava na resistência de Orbán sobre o tema.

“Pessoalmente, espero que isso tenha um efeito positivo no processo (de inclusão da Ucrânia)”, salientou a chefe da Comissão de Expansão europeia.

EUA ‘sem tempo para a Ucrânia’

Em entrevista para a emissora de televisão alemã ZDF, nesta terça-feira (14/04), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse lamentar a falta de interesse dos Estados Unidos na guerra entre Ucrânia e Rússia.

Segundo o mandatário, “os negociadores de paz dos Estados Unidos não têm tempo para a Ucrânia”, e mencionou a guerra contra o Irã como principal fator para que “as armas norte-americanas deixem de chegar” a Kiev.

A chefe da Comissão de Expansão da União Europeia, Marta Kos
Rádio Pública da Armênia

Zelensky também alegou que tem buscado conversar com Steve Witkoff e Jared Kushner, dois dos assessores mais próximos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ele considera “os mais pragmáticos negociadores da Casa Branca”, para que ajudem na retomada das negociações com Moscou buscando o fim da guerra a partir de um acordo mais favorável a Kiev.

“Eles estavam tentando chamar mais a atenção de (Vladimir) Putin (presidente da Rússia) para acabar com a guerra, mas a situação no Irã mudou seu foco de atuação”, disse o líder ucraniano, que completou dizendo que “se os Estados Unidos não pressionarem Putin e apenas se envolverem em um diálogo amigável com os russos, eles não terá mais medo”.

Com informações de The Guardian.