Sábado, 15 de agosto de 2026
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Quase 1.500 moradores obrigados a abandonar suas casas devido ao incêndio, que começou na quinta-feira (09/07), no sul da Espanha, poderão retornar neste domingo (12/07) para as residências. O fogo, que deixou 12 mortos, foi controlado, anunciaram as autoridades do país.

Ainda é possível observar carros carbonizados nesta região da província de Almería, após o incêndio que chegou a avançar 100 metros por minuto. Depois de arrasar 7 mil hectares em um perímetro de mais de 40 quilômetros, o vento favorável e a umidade de sábado (11/07) permitiram que os bombeiros começassem a controlar as chamas de um dos incêndios mais letais da história recente da Espanha.

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“As condições meteorológicas da noite foram extremamente positivas e (…) podemos dar esta boa notícia da estabilização deste incêndio tão cruel”, anunciou neste domingo o representante do governo regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla.

As pessoas que continuavam desalojadas poderão começar a voltar “de maneira escalonada” para suas casas, disse Moreno, que destacou o “princípio do fim do incêndio terrível”. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitará a região na segunda-feira.

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Os incêndios no sul da Espanha deixaram 12 mortos, de acordo com as autoridades do país
X/@BrunoRguezP

As chamas avançaram rapidamente na quinta-feira por esta região, repleta de ravinas e casas isoladas, encurralando as vítimas, a maioria estrangeiras, quando tentavam fugir. Atraídos pelo sol e pela tranquilidade, muitos estrangeiros, a maioria britânicos, escolhem esta área do leste da Andaluzia para residir, ter casas de férias ou passar alguns dias.

As autoridades mantêm o balanço de 12 mortos e demonstram cautela sobre o número de desaparecidos, aguardando a conclusão das autópsias e as identificações dos corpos encontrados.

O processo sofreu um atraso porque “a coleta de amostras dos familiares está sendo complexa, já que eles estão viajando de outros países”, informou o Centro de Integração de Dados em um comunicado.

A Espanha é um país na linha de frente das mudanças climáticas e enfrentou, nos últimos anos, ondas de calor cada vez mais frequentes e prolongadas, com temperaturas que muitas vezes superaram os 40ºC, o que cria condições propícias para grandes incêndios florestais.

Os incêndios devastaram quase 400 mil hectares no ano passado, o maior número registrado no país pelo Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais, e provocaram oito mortes.