Terça-feira, 24 de março de 2026
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A Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) anunciou nesta terça-feira (17/03) que ampliará as capacidades de sua resposta humanitária voltadas para Cuba, onde cerca de dez milhões de pessoas enfrentam uma crise de saúde, água, alimentos e energia agravada pelo bloqueio dos Estados Unidos.

O novo pacote de ajuda inclui a entrega de mil kits de alimentos e higiene, que deve ajudar em torno de 5 mil pessoas. Segundo a iniciativa apresentada, os insumos serão adquiridos de pequenas cooperativas locais cubanas, visando fortalecer a produção doméstica e impulsionar a economia do país.

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Da mesma forma, a AECID enviará entre 15 e 20 painéis fotovoltaicos para garantir o fornecimento de eletricidade em escolas e centros para idosos. A medida beneficiará uma população estimada de 20 mil pessoas. Além disso, foi ativado um acordo de emergência com a Cruz Vermelha Espanhola no valor de 160 mil euros (mais de 963 milhões de reais) para a instalação de sistemas fotovoltaicos em infraestruturas de saúde.

As ações são coordenadas com a Comissão Europeia e diversos atores humanitários em Cuba, e elas se somam ao auxílio milionário anteriormente canalizado pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) e pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPA), cujo objetivo era garantir o acesso a produtos de saúde e alimentos básicos para os cubanos.

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No fim de janeiro, o presidente norte-americano Donald Trump assinou uma ordem executiva classificando a ilha como uma suposta ameaça contra a segurança nacional e determinou medidas tarifárias a países que eventualmente lhe forneçam petróleo. Desde então, Havana passou por uma escassez de combustível que hoje permite que apenas 500 centros de saúde de emergência operem, enquanto 4,5 milhões de pessoas correm risco de insegurança alimentar. Além disso, parte significativa dos cubanos enfrentam dificuldades para acessar água potável.

Em 17 de fevereiro, o governo da Espanha anunciou o envio de um carregamento de ajuda humanitária a Cuba, uma medida que foi oficializada horas depois de uma reunião entre os chanceleres dos dois países, o espanhol José Manuel Albares e o cubano Bruno Rodríguez Parrilla. Na ocasião, Madri não havia detalhado a quantidade de ajuda que seria enviada por meio da AECID à ilha.

(*) Com Telesur