Europa reforça apoio militar à Ucrânia durante cúpula com 37 países
Evento organizado pelo governo da França marcou novo compromisso de nações do continente com suporte militar ao regime de Kiev
O presidente da França, Emmanuel Macron, e líderes de 37 países, a maioria europeus, reforçaram seu apoio militar à Ucrânia nesta segunda-feira (13/07) durante o encontro com a “Coalizão dos Voluntários”, grupo de nações aliadas a Kiev. A reunião, que aconteceu em Paris com a presença do líder ucraniano Volodymyr Zelensky, foi duramente criticada pela Rússia.
Um dos objetivos da cúpula é demonstrar o “despertar estratégico” da Europa, segundo a organização. A coalizão, iniciada pela França e pelo Reino Unido, comprometeu-se a fornecer suporte militar à Ucrânia, incluindo o destacamento de tropas assim que um cessar-fogo for alcançado, a fim de dissuadir a Rússia de novas ofensivas.
“Esta ação não é dirigida contra nenhum povo, mas em defesa do nosso próprio povo”, enfatizaram os líderes da Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Noruega, Espanha, Suécia, Ucrânia, Países Baixos e Reino Unido numa declaração conjunta. Moscou reagiu condenando o encontro e classificando-o como uma “coalizão pró-guerra”.
Pouco antes da cúpula, nove países europeus, em cooperação com a Ucrânia, estabeleceram uma parceria para desenvolver conjuntamente “capacidades antimísseis balísticos”, tanto para ajudar Kiev a defender-se contra ataques maciços de mísseis russos como para melhorar a segurança de todo o continente.
“Criar um escudo poderoso em toda a Europa é uma forma de complementar a nossa defesa”, publicou Volodymyr Zelensky, na rede social X, salientando que esta coligação lhe permitiria aprimorar a defesa “mais rapidamente e a um custo menor”.
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O encontro, no Hôtel des Invalides, edifício militar histórico que abriga o túmulo de Napoleão, contou com a presença de 20 chefes de Estado e de governo, incluindo o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o chanceler polonês Donald Tusk e o primeiro-ministro alemão Friedrich Merz.
O Palácio do Eliseu enfatizou ainda que a coalizão pretende amplificar um “momento muito forte de convergência e unidade transatlântica”, bem como “uma dinâmica mais favorável no terreno para a Ucrânia”.
Mais cedo, durante encontro com as Forças Armadas, Emmanuel Macron, afirmou que a França e a Europa estão prontos para defender “a liberdade e a lei”, “mesmo que isso custe sangue, se necessário”, diante do temor de uma possível escalada da guerra na Ucrânia.























