Quinta-feira, 14 de maio de 2026
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Os líderes europeus se reuniram nesta segunda-feira (23/02) em Bruxelas para votar o 20º pacote de sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia, em meio ao marco dos quatro anos de Guerra na Ucrânia, completos neste domingo (22/02). As discussões, porém, foram travadas pela oposição da Hungria às retaliações e ao empréstimo de 90 bilhões de euros (R$ 549 bilhões) para Kiev.

Segundo a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, não haverá progresso imediato na adoção do novo pacote de sanções enquanto a Hungria mantiver sua posição. Ela destacou que a Comissão Europeia está fazendo tudo o que pode para aprovar as sanções, mas não vê possibilidades de que os países contrários mudem de posição nesta segunda-feira (23/02).

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A decisão da Hungria foi antecipada pelo ministro das Relações Exteriores húngaro, Péter Szijjártó, que postou nas redes sociais, no domingo (22/03), que Budapeste não aceitaria novas medidas enquanto o fornecimento de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba não fosse restabelecido pela Ucrânia. “Bloquearemos essa decisão”, declarou.

Decisão política

O oleoduto russo atravessa território ucraniano e foi danificado em janeiro. Segundo Szijjarto, os danos já foram reparados pelo governo da Rússia, mas Kiev vem impedindo a normalização do envio por “razões políticas”. “Recebemos informações tranquilizadoras de que as falhas no Tartaristão resultantes do ataque à estação de bombeamento do oleoduto Druzhba foram eliminadas”, disse o chanceler, “tecnicamente, todo o gasoduto Druzhba pode funcionar”, afirmou.

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Ele disse que retomada e o momento do transporte de petróleo continuam “dependendo exclusivamente de uma decisão do Estado ucraniano” e que “o fato de os ucranianos não estarem retomando o transporte pelo oleoduto constitui chantagem política contra a Hungria, pois essa é uma decisão política, não técnica ou física”.

Hungria bloqueia novo pacote de sanções da UE contra a Rússia
Kremlin

Empréstimos de guerra

A Hungria também se opôs ao empréstimo de guerra de 90 bilhões de euros (R$ 549 bilhões) destinado à Ucrânia, já aprovado anteriormente pelo Conselho Europeu. Segundo o primeiro-ministro Viktor Orbán o país não pode apoiar novos compromissos financeiros enquanto o fornecimento de petróleo não for retomado.

Ele argumenta que decisões envolvendo segurança energética e apoio a Ucrânia precisam considerar o impacto direto sobre a população húngara e sobre civis da região da Transcarpácia, localizada no oeste ucraniano. A decisão de Orbán ocorre em meio às eleições parlamentares no país. Ele vem alegando interferência ucraniana na campanha eleitoral, o que Kiev nega.

A Comissão Europeia criticou a postura de Budapeste nesta segunda-feira (23/02). A principal porta-voz do executivo europeu, Paula Pinho, afirmou que o empréstimo à Ucrânia já havia sido aprovado sob condições específicas e que todos os Estados-membros deveriam respeitar os compromissos assumidos. Segundo ela, não cumprir o acordo representaria uma quebra do princípio de cooperação leal dentro do bloco.