Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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Uma greve geral convocada pela Confederação Geral Italiana do Trabalho (Cgil), principal sindicato da Itália, nesta sexta-feira (12/12), protesta contra o projeto de Lei Orçamentária do governo da primeira-ministra, Giorgia Meloni, para 2026.

Segundo o sindicato, o projeto orçamentário da gestão de extrema direita prioriza gastos militares e medidas para as faixas mais ricas da população, em detrimento de investimentos em saúde, educação, previdência e moradia.

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De acordo com a o Cgil, os atos contam com 500 mil “trabalhadores, aposentados e cidadãos” que participam “de mais de cinquenta manifestações organizadas em todo o país contra uma lei orçamentária considerada injusta e prejudicial”.

“Não estamos convencidos por um projeto que pode ser resumido em dois pilares: austeridade, com novos cortes na saúde, educação, segurança social e salários; e a corrida armamentista”, afirmou Christian Ferrari, dirigente da Cgil, em um protesto em Bari, no sul da Itália.

Manifestações reuniram meio milhão de pessoas em toda a Itália
CGIL Nazionale/X

Segundo o secretário do sindicato, Maurizio Landini, em manifestação em Florença, na Toscana, “a maioria do país não apoia as políticas do governo”.

Ao rechaçarem o projeto orçamentário de Meloni, os manifestantes exigem “aumento de salários e pensões, fim do aumento da idade de aposentadoria, combate ao emprego precário, implementação de uma reforma tributária justa e progressiva, políticas eficazes para os setores industrial e de serviços e exigência de maior investimento em saúde e educação”.

O ato causou paralisações por todo o país, sobretudo nos setores de educação e transportes. Em Milão e Nápoles, segunda e terceira maiores cidades da Itália, respectivamente, as linhas de metrô foram fechadas.

Diversas regiões também não tiveram aulas em escolas nesta sexta, sobretudo na Ligúria, noroeste da península.

(*) Com Ansa