Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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O líder da esquerda francesa, Jean-Luc Mélenchon, dirigente do socialista França Insubmissa (LFI), oficializou sua candidatura às eleições presidenciais de 2027, durante reunião de representantes do partido neste domingo (03/05).

Em entrevista ao canal TF1, o de maior audiência do país, ele confirmou: “sim, sou candidato”, afirmando ser o mais preparado do partido para “enfrentar a situação que se avizinha”. Mélenchon afirmou, “sem querer causar alarme”, que o país vive “em um período muito turbulento da história mundial”.

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“Estamos ameaçados por guerras generalizadas, estamos ameaçados por mudanças climáticas drásticas. E, além disso, uma crise econômica e social se aproxima”. Ele destacou, em relação à guerra no Irã, a responsabilidade dos Estados Unidos e de Israel, afirmando que Paris deveria ter formado uma “frente comum” junto com a Espanha para se opor aos ataques.

Para oficializar sua participação, o líder socialista precisará reunir 150 mil assinaturas de apoio, o que é considerado apenas um protocolo ante sua base eleitoral já consolidada dentro do partido. Ele afirmou já possuir “uma equipe, um programa e um só candidato”.

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Mélenchon anuncia candidatura à Presidência da França em 2027
Thomas Bresson/Wikimedia Commons

Quarta tentativa

Esta será a quarta vez, após tentativas em 2012, 2017 e 2022, que o líder francês disputará o Palácio do Eliseu. Em 2022, ele ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com 21,95% dos votos, disputado entre o presidente Emmanuel Macron e Le Pen. Em 2012 e 2017, foi o quarto colocado.

Sua campanha apostará na agenda de transformação institucional, defendida pelo partido, incluindo a proposta de uma VI República. A proposta ganhou fôlego após as sucessivas trocas do governo, quando o França Submissa passou a defender a deposição de Macron.

Durante a entrevista, ele criticou a fragmentação política interna, apontando como principal adversário o partido de extrema direita Rassemblement National (RN), liderado por Marine Le Pen e Jordan Bardella. “Vamos derrotá-los por goleada”, afirmou.

 

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