Justiça francesa determina que Le Pen pode concorrer às eleições de 2027, mas com tornozeleira
Tribunal de Apelação de Paris reduziu período de inelegibilidade da líder ultradireitista para 15 meses e pena para três anos; condenação teve início em março de 2025
A líder de extrema direita francesa Marine Le Pen poderá concorrer às eleições presidenciais de 2027, mas com uso da tornozeleira eletrônica, após a decisão do Tribunal de Apelação de Paris desta terça-feira (07/07), que reduziu o período de inelegibilidade da pré-candidata de cinco anos para 15 meses. Na prática, o prazo já foi cumprido, uma vez que a condenação teve início em março de 2025.
Ainda conforme a Justiça francesa, Le Pen tem a sua condenação mantida por “infrações graves”, mas a pena de quatro anos imposta no julgamento inicial foi reduzida para três anos, dos quais dois com suspensão condicional da pena, sendo que um ano deverá ser cumprido em regime domiciliar com monitoramento eletrônico.
Marine Le Pen, de 57 anos, está apta a concorrer ao Palácio do Eliseu pela quarta vez, mas antes da leitura da sentença, disse que não faria campanha caso fosse obrigada a usar tornozeleira eletrônica, passando o bastão para seu sucessor Jordan Bardella, presidente do partido ultradireitista Reunião Nacional. De acordo com a RFI, Bardella “ganhou protagonismo nos últimos meses”, sendo que ele passou a ser visto como potencial “alternativa para representar a legenda na disputa pelo Palácio do Eliseu”.

A líder de extrema direita francesa Marine Le Pen poderá concorrer às eleições presidenciais de 2027, mas com tornozeleira eletrônica, após decisão do Tribunal de Apelação de Paris
X/Marine Le Pen
Após duas derrotas no segundo turno para o presidente Emmanuel Macron, em 2017 e 2022, as pesquisas de intenções de voto apontam a pré-candidata de extrema direita como favorita para o próximo pleito previsto em 18 de abril e 2 de maio de 2027.
A condenação de Le Pen, em 2025, se deve à utilização de fundos do Parlamento Europeu, no valor de R$ 8,1 milhões, para pagar funcionários do partido Reunião Nacional entre 2004 e 2016. A líder de extrema direita sempre contestou as acusações de desvio de recursos, sustentando que não houve irregularidade e que o processo decorre de uma interpretação equivocada sobre a divisão entre atividade partidária e atividade parlamentar.
(*) Com Ansa
























