Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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A União Europeia (UE) pode enfrentar um forte choque nos preços de energia nas próximas semanas, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. O alerta foi feito pelo enviado do Kremlin, Kirill Dmitriev, que atribuiu os riscos de desabastecimento energético à política adotada pelo bloco europeu contra a Rússia desde o início da guerra na Ucrânia.

Dmitriev afirmou que “um tsunami nos preços do petróleo e gás está prestes a devastar a Europa”, destacando que a volatilidade do mercado foi intensificada após a ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã. O conflito elevou o risco sobre rotas estratégicas de energia, especialmente no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

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Desde o início de março, os preços da gasolina subiram cerca de 70%, enquanto o barril de petróleo ultrapassou a marca de US$ 110. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no entanto, descartou a possibilidade de permitir que os países do bloco comprem gás russo, mesmo diante da possibilidade de apagões.

Dmitriev acusou a postura do bloco, afirmando que a crise “decorre da teimosa e estupidez estratégica de russofóbicos como Ursula [von der Leyen] e Kaja [Kallas], que rejeitaram energia russa confiável e econômica”. A Comissão Europeia insiste na redução gradual de sua dependência de combustíveis fósseis russos até 2027.

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Reabertura de Nord Stream

Dmitriev defendeu a reabertura dos gasodutos Nord Stream, sugerindo que a União Europeia poderia, no futuro, “implorar” pela retomada do fornecimento russo.  Antes de serem atacados, em setembro de 2022, os gasodutos garantiam o fornecimento de até 110 bilhões de metros cúbicos de gás natural da Rússia, através do Mar Báltico, para a Alemanha.

Mais recentemente, autoridades russas acusaram a Ucrânia de intensificar ataques ao gasoduto TurkStream, uma das últimas rotas de fornecimento do combustível para a Europa.

Em publicação nas redes sociais, Dmitriev ironizou: “a constante negação da realidade por parte da UE exige uma avaliação psiquiátrica”. “Eles não ouvem, não analisam, não se adaptam. Quanto antes forem substituídos, maiores serão as chances de sobrevivência do Reino Unido e da Europa”, declarou.