Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições deste domingo (12/04), após as primeiras apurações mostrarem uma ampla vantagem do líder oposicionista de centro-direita, Péter Magyar, cujo partido — o Partido pelo Respeito e pela Liberdade (Tisza) — dominava a Assembleia Nacional com mais de dois terços das cadeiras.

“O resultado das eleições, embora ainda não seja definitivo, é compreensível e claro. Para nós, este resultado é doloroso, mas é evidente que não nos foi concedida a responsabilidade nem a oportunidade de governar”, declarou o líder húngaro.

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Com 60,24% das urnas apuradas, às 21h33 do horário local (16h33 de Brasília), o Tisza tinha alcançado 136 das 199 cadeiras na Assembleia Nacional, o que representa mais de dois terços do Legislativo húngaro (133). O Fidesz, de Orbán, somava 56, e o Mi Hazánk (Nossa Pátria, de ultradireita), sete.

Ainda em seu discurso, Orbán prometeu que o seu partido, o Fidesz, continuaria a servir a Hungria na oposição. “Nunca nos renderemos. Nunca, nunca!”, insistiu.

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Além disso, ele enfatizou que seu partido conseguiu “reunir dois milhões e meio de eleitores”, uma marca que nunca havia alcançado antes. “Nunca antes fomos tantos, e nunca antes trabalhamos tanto em uma campanha eleitoral. O resultado também é claro: dois milhões e meio de pessoas confiam em nós hoje”, afirmou.

Por sua vez, Magyar afirmou nas redes sociais que havia recebido uma ligação de Orbán parabenizando-o pela vitória. “O primeiro-ministro Viktor Orbán acaba de me telefonar para nos felicitar pela vitória”, escreveu o líder da oposição.

Segundo dados do Gabinete Eleitoral Nacional da Hungria, 77,8% dos eleitores, ou seja, mais de 5,8 milhões de eleitores, compareceram às urnas nas eleições, o que representa um recorde para o país.