Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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O Papa Leão XIV falou neste domingo (02/08) sobre a grave crise migratória na cidade espanhola de Ceuta, após o grande fluxo de migrantes vindos do Marrocos, que teve início na última quinta-feira (30/07).

“Continuo acompanhando com preocupação a situação alarmante em Ceuta, pedindo a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora da África, que sejam encontradas soluções de paz, estabilidade e justiça”, disse o pontífice após a oração do Angelus no Palácio Apostólico, no Vaticano.

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O número de migrantes mortos na tentativa de entrada em massa em Ceuta subiu para 72, segundo divulgou o delegado do governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano, neste domingo. Apesar da divergência nos números, as autoridades de Ceuta informam que 88 corpos foram recuperados da água e já foram transferidos para o necrotério.

Além disso, mais da metade das quase 60 mil pessoas que cruzaram a fronteira já retornaram ao Marrocos. A passagem de fronteira de Beni-Enzar, a única operacional em Melilla, está aberta ininterruptamente há 24 horas desde sua reabertura, após um dia e meio de fechamento devido à crise migratória que exigiu o reforço da Guarda Civil e da Polícia Nacional para restabelecer a normalidade na fronteira com Marrocos. Ainda após uma tentativa de entrada, os militares reduziram o fluxo de migrantes.

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Devido à crise migratória que desencadeou o episódio no enclave espanhol, o presidente do partido de extrema-direita espanhol VOX, Santiago Abascal, aproveitou para acusar o primeiro-ministro Pedro Sánchez de ser “subserviente” a Marrocos e pediu a “militarização permanente da fronteira” em Ceuta.

“O primeiro passo é militarizar permanentemente a fronteira, pelo tempo que for necessário, e providenciar os meios legais e materiais, bem como as alterações legislativas necessárias para que nossas Forças Armadas, nossa Polícia e nossa Guarda Civil possam defender eficazmente a fronteira com a força necessária”, afirmou Santiago Abascal durante sua visita à cidade autônoma do Norte da África.

Ao mesmo tempo, ele instou a União Europeia a suspender o acordo preferencial com o país africano e exigiu o “fechamento permanente” da passagem de fronteira “até que Marrocos dê garantias de que isso não voltará a acontecer”.

(*) com RT em espanhol