Papa Leão 14 pede 'soluções de paz' após crise migratória em Ceuta
Pontífice manifestou preocupação com 'situação alarmante' no enclave espanhol, enquanto número de mortos na tentativa de entrada em massa subiu para 72
O Papa Leão XIV falou neste domingo (02/08) sobre a grave crise migratória na cidade espanhola de Ceuta, após o grande fluxo de migrantes vindos do Marrocos, que teve início na última quinta-feira (30/07).
“Continuo acompanhando com preocupação a situação alarmante em Ceuta, pedindo a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora da África, que sejam encontradas soluções de paz, estabilidade e justiça”, disse o pontífice após a oração do Angelus no Palácio Apostólico, no Vaticano.
O número de migrantes mortos na tentativa de entrada em massa em Ceuta subiu para 72, segundo divulgou o delegado do governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano, neste domingo. Apesar da divergência nos números, as autoridades de Ceuta informam que 88 corpos foram recuperados da água e já foram transferidos para o necrotério.
Além disso, mais da metade das quase 60 mil pessoas que cruzaram a fronteira já retornaram ao Marrocos. A passagem de fronteira de Beni-Enzar, a única operacional em Melilla, está aberta ininterruptamente há 24 horas desde sua reabertura, após um dia e meio de fechamento devido à crise migratória que exigiu o reforço da Guarda Civil e da Polícia Nacional para restabelecer a normalidade na fronteira com Marrocos. Ainda após uma tentativa de entrada, os militares reduziram o fluxo de migrantes.
Devido à crise migratória que desencadeou o episódio no enclave espanhol, o presidente do partido de extrema-direita espanhol VOX, Santiago Abascal, aproveitou para acusar o primeiro-ministro Pedro Sánchez de ser “subserviente” a Marrocos e pediu a “militarização permanente da fronteira” em Ceuta.
“O primeiro passo é militarizar permanentemente a fronteira, pelo tempo que for necessário, e providenciar os meios legais e materiais, bem como as alterações legislativas necessárias para que nossas Forças Armadas, nossa Polícia e nossa Guarda Civil possam defender eficazmente a fronteira com a força necessária”, afirmou Santiago Abascal durante sua visita à cidade autônoma do Norte da África.
Ao mesmo tempo, ele instou a União Europeia a suspender o acordo preferencial com o país africano e exigiu o “fechamento permanente” da passagem de fronteira “até que Marrocos dê garantias de que isso não voltará a acontecer”.
(*) com RT em espanhol
























