Domingo, 25 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

A votação para as eleições presidenciais teve início neste domingo (18/01) em Portugal, com a abertura das urnas às 8h, horário local. Mais de 11 milhões de eleitores estão aptos a votar para eleger o sucessor do atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, que completa seu segundo mandato consecutivo, iniciado em 2016.

As cédulas incluem 11 nomes e a votação estará aberta até as 19h. Se nenhum dos candidatos conseguir ultrapassar 50% dos votos, um segundo turno está marcado para 8 de fevereiro.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Nestas eleições concorrem ao cargo 11 candidatos, incluindo figuras proeminentes da política portuguesa como Luís Marques Mendes, do governante Partido Social Democrata (PSD), António José Seguro, antigo secretário-geral do Partido Socialista, e André Ventura, líder do partido de extrema-direita Chega.

O almirante reformado Henrique Gouveia e Melo, que concorre como independente, e o eurodeputado liberal João Cotrim de Figueiredo, cujo apoio tem crescido significativamente nas últimas semanas, também são considerados potenciais candidatos num possível segundo turno. Apenas uma candidata mulher concorre: a eurodeputada e antiga coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins.

Mais lidas

Começam as eleições em Portugal com 11 candidatos disputando o cargo de novo chefe de Estado
Vitor Oliveira / Wikimedia Commons

A última sondagem publicada pela empresa Pitagórica para vários órgãos de comunicação social portugueses reflete um cenário altamente competitivo onde António José Seguro lidera com 25,1%, seguido de perto por André Ventura com 23% e João Cotrim Figueiredo segue com 22,3%, sugerindo um possível empate a três.

Caso esse cenário persista, um segundo turno será necessário, situação que ocorreu apenas uma vez em democracias, com a vitória de Mário Soares em 1986 contra o democrata-cristão Diogo Freitas do Amaral.

O Presidente de Portugal é eleito por sufrágio universal, direto e secreto para um mandato de cinco anos. Embora o seu papel seja principalmente cerimonial, a Constituição confere-lhe poderes significativos, como a nomeação do Primeiro-Ministro, a dissolução da Assembleia da República, a convocação de eleições antecipadas e o veto de leis.

Mais de 11 milhões de cidadãos portugueses têm direito a voto, dos quais 1,7 milhão residem no estrangeiro, segundo o recenseamento eleitoral da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. Portugal teve 20 presidentes desde a proclamação da República, em 1910.