O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, anunciou nesta quarta-feira (09/09) a dissolução do Parlamento e a convocação de eleição parlamentares antecipadas no país para o próximo dia 25 de outubro.
A decisão antecipa em mais de um ano o cronograma eleitoral do país, no qual o próximo pleito estava marcado para dezembro de 2027.
Após a decisão de Vucic, o primeiro-ministro do país balcânico, Duro Macut, realizou uma entrevista coletiva, na qual defendeu a antecipação das eleições como uma forma de “reduzir as tensões políticas no país”.
“Novas eleições não são um sinal de fraqueza do Estado, e sim prova da força indomável de uma Sérvia democrática, que confia em seu povo sem reservas, e nós confiamos nos cidadãos da Sérvia, acreditamos em uma Sérvia unida”, argumentou o premiê.
O anúncio acontece no dia seguinte ao do funeral de Ratko Mladic, que reuniu milhares de pessoas em Belgrado, nesta segunda-feira (07/09).
Mladic é considerado um “criminoso de guerra” pela União Europeia, razão pela qual a manifestação de apoio causou reações negativas em Bruxelas, que criticou o que considerou como “a glorificação de um homem condenado por genocídio durante a guerra da Bósnia, na década de 1990”.
O ministro da Justiça da Sérvia, Nenad Vujic, anunciou inicialmente que Mladic receberia “honras militares e de Estado”, provocando indignação internacional. Posteriormente, o presidente Aleksandar Vucic minimizou a decisão.
Após a cerimônia religiosa, membros do Exército sérvio cobriram o caixão com as bandeiras da Sérvia e da República Srpska, uma das duas entidades autônomas da Bósnia-Herzegovina, enquanto o retiravam da igreja.