Príncipe William quebra silêncio sobre relação de tio com Epstein: 'profundamente preocupado'
No Parlamento britânico, chefe de gabinete do premiê pede demissão após ter indicado Peter Mandelson, próximo ao financista pedófilo, a embaixador dos EUA
A divulgação dos arquivos do financista pedófilo Jeffrey Epstein, envolvendo suas ligações com nomes do alto escalão do Reino Unido, levaram à queda do chefe de gabinete do premiê Heir Starmer neste domingo (08/02) e, também, à declaração pública do casal William e Kate, príncipe e princesa de Gales.
Em nota, o porta-voz do Palácio de Kensington, afirmou sobre o envolvimento do tio com Epstein: “posso confirmar que o Príncipe e a Princesa de Gales estão profundamente preocupados com as revelações contínuas. Seus pensamentos permanecem focados nas vítimas.”
A declaração decorre de mais um capítulo envolvendo o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, que perdeu seus títulos de nobreza após Virginia Giuffre, que se suicidou, acusá-lo de ter mantido relações sexuais com ela, por três vezes, quando ela era adolescente.
Agora, Andrew Windsor também é suspeito de ter passado informações oficiais a Epstein sobre suas viagens oficiais, quando atuava como enviado comercial do governo britânico, entre 2010 e 2011.
Relatórios oficiais foram enviados por ele após viagens oficiais a Singapura, Hong Kong e Vietnã, revelam os documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, sobre o caso. Epstein atuava como financista, pode ter se favorecido com o material.
Na véspera de Natal, de 2010, Andrew encaminhou um e-mail sob o título “Oportunidades de Investimento Internacional no Afeganistão”. Em 9 de fevereiro de 2011, novo disparo, sobre uma empresa de private equity, apontando possibilidades de investimentos para Epstein.
“Podemos confirmar o recebimento deste relatório e estamos avaliando as informações de acordo com nossos procedimentos estabelecidos”, disse um porta-voz da polícia do Vale do Tâmisa.

Foreign and Commonwealth Office / Wikipedia Commons
Queda do chefe de gabinete de Starmer
As revelações de Esptein também atingiram as altas esferas do Parlamento britânico, levando à queda do chefe de gabinete do premiê Keir Starmer, Morgan McSweeney.
Neste domingo (08/02), ele pediu demissão do cargo, após assumir sua responsabilidade pela nomeação de Peter Mandelson ao cargo de embaixador nos Estados Unidos.
Assim como Andrew, Mandelson também teria passado informações a Epstein, capazes de influenciar os mercados, quando ainda era ministro no governo trabalhista de Gordon Brown, entre 2008 e 2010.
Por indicação de MacSweeney, Starmer nomeou Mandelson para a embaixada britânica dos Estados Unidos, em dezembro de 2024, mas o destituiu em setembro de 2025, após a divulgação dos documentos detalhando a dimensão dos seus vínculos com o financista pedófilo.
“Após profunda reflexão, decidi renunciar ao governo”, anunciou McSweeney no domingo. “A nomeação de Peter Mandelson foi um erro. (…) Quando fui consultado, aconselhei o primeiro‑ministro a seguir adiante com essa nomeação e assumo total responsabilidade por esse conselho”, acrescentou.
Considerado braço direito de Starmer, McSweeney foi nomeado em outubro de 2024.
























