Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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O governo do Reino Unido oficializou nesta quinta-feira (14/05) a saída do secretário de Saúde, Wes Streeting, que apresentou sua renúncia ao cargo, agravando a crise política do país.

Segundo o diário britânico The Guardian, a renúncia de Streeting aumenta a pressão sobre o primeiro-ministro Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista do Reino Unido, que está no poder desde julho de 2024.

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Em publicação nas redes sociais, Streeting afirmou não ter mais confiança na liderança de Starmer e que “não há dúvidas de que a impopularidade do partido é um fator importante e comum em nossa derrota na Inglaterra, na Escócia e no País de Gales”, em referência à recente derrota eleitoral do partido nas eleições regionais.

“Agora está claro que você (Starmer) não liderará o Partido Trabalhista nas próximas eleições gerais, e que os parlamentares trabalhistas e os sindicatos trabalhistas querem que o debate sobre o que vem a seguir seja uma batalha de ideias, não de personalidades ou divisionismo mesquinho”, acrescentou

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Streeting também alegou que o Partido Trabalhista “precisa ser mais abrangente e contar com o melhor leque possível de candidatos, eu apoio essa abordagem e espero que vocês (líderes do partido) a facilitem”.

Nas eleições regionais do dia 7 de maio, o partido de extrema direita Reform, liderado por Nigel Farage, venceu em redutos tradicionais da esquerda trabalhista, em especial no norte da Inglaterra.

No espectro da esquerda, foi registrado um avanço importante do Partido Verde britânico, superando um ataque da imprensa que acusou a sigla de promover um discurso de “sectarismo muçulmano”.

Rival interno de Starmer

Streeting não foi o único político trabalhista a sacudir politicamente o país.

Nesta mesma quinta, o parlamentar Josh Simons insinuou que também poderia renunciar ao seu cargo no Legislativo, caso essa vaga pudesse ser ocupada pelo prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham.

Simons afirmou estar disposto a fazer o gesto em favor de Burnham para que ele possa ter a chance de desafiar Starmer como líder do Partido Trabalhista e tomar dele o cargo de primeiro-ministro, caso vença a disputa interna na legenda.