Suíça: extrema direita emplaca proposta para limitar população a 10 milhões de pessoas
Com objetivo de conter imigração, Partido Popular Suíço anunciou votação para 14 de junho: ‘país está perdendo identidade’
Uma proposta para limitar a população da Suíça a 10 milhões de habitantes, defendida pela extrema direita do país, será votada em 14 de junho, anunciou nesta quarta-feira (11/02) o partido Partido Popular Suíço (SVP).
“Agora é oficial: a iniciativa de sustentabilidade “Não à Suíça de 10 milhões!” será colocada em votação no dia 14 de junho. Uma pequena elite econômica lucra com a imigração descontrolada – a maioria da população suíça sofre”, escreveu a sigla na rede social X.
A proposta é uma crítica à imigração no país. Segundo o SPV, associações empresariais do país estão “desconectadas da realidade” ao “querer importar o máximo possível de mão de obra barata” e “ignorar as consequências negativas da imigração descontrolada”.
Jetzt ist es offiziell: Am 14. Juni kommt die Nachhaltigkeits-Initiative «Keine 10-Millionen-Schweiz!» zur Abstimmung. Eine kleine Wirtschaftselite profitiert von der masslosen Zuwanderung – die Mehrheit der Schweizer Bevölkerung leidet. 👉🏼 https://t.co/P6whpw1Sue pic.twitter.com/KgZeB9Gq3T
— SVP Schweiz (@SVPch) February 11, 2026
Na prática, caso a população suíça, atualmente de 9,1 milhões, ultrapasse os 9,5 milhões, o governo seria obrigado a negar a entrada de novos imigrantes, refugiados ou solicitantes de asilo.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, caso a população suíça alcance 10 milhões, novas restrições entrarão em vigor, como a retirada do governo suíço do acordo de livre circulação com a União Europeia — seu maior mercado de exportação.

Associações empresariais da Suíça acusam SVP de “sufocar imigração laboral”
Alexis Presa/Unsplash
O partido de extrema direita defende que, enquanto “uma pequena elite lucra com a imigração descontrolada, a grande maioria da população suíça paga o preço”.
Em teor xenofóbico, a sigla afirma que os imigrantes na Suíça são responsáveis pelo “aumento no custo de vida, preços dos aluguéis, criminalidade, superlotação de escoladas, lotação de trens e engarrafamentos”.
“A Suíça está perdendo sua identidade. As pessoas se sentem estrangeiras em seu próprio país”, declarou o partido, em comunicado. Segundo a sigla, mais de 200 mil pessoas chegaram ao país em 2025.
Neste sentido, o SVP defendeu que a “imigração ilegal em busca de asilo” seja encerrada, ao afirmar que “todos os anos, dezenas de milhares de requerentes de asilo e criminosos de todo o mundo chegam à Suíça”.
“Esses migrantes solicitantes de asilo não têm lugar na Suíça. A maioria vive de auxílio social, está mal integrada e apresenta taxas de criminalidade acima da média”, acusou, sem trazer dados sobre políticas públicas do governo suíço aos imigrantes.
Por outro lado, associações empresariais da Suíça acusam o SVP de “sufocar a imigração laboral”. A Economiesuisse descreveu a medida como uma “iniciativa do caos”, já que muitas empresas suíças dependem de trabalhadores da UE e de demais países.
























