Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone nesta quinta-feira (07/05) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sobre o acordo comercial firmado por Washington com a União Europeia (UE) em Bruxelas, no ano passado.

Ele deu um ultimato para que os países europeus ratifiquem o acordo até o dia 4 de julho, quando os Estados Unidos comemoram 250 anos de independência. A tratativa comercial segue em tramitação no Parlamento Europeu e entre os Estados-membros do bloco.

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“Concordei em dar até ao 250º aniversário do nosso país ou, infelizmente, as suas tarifas iriam imediatamente saltar para níveis muito mais elevados”, disse Trump, ao descrever a conversa com Von der Leyen como “ótima”.

Ele relatou que eles também discutiram o conflito no Oriente Médio. “Discutimos muitos tópicos, incluindo o facto de estarmos completamente unidos quanto ao facto de o Irão nunca poder ter uma arma nuclear”, disse.

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Pelo acordo comercial firmado, os países europeus terão de reduzir seus direitos aduaneiros remanescentes sobre produtos norte-americanos, enquanto Washington manterá uma tarifa global de 15% sobre a maior parte das exportações europeias.

Trump exige que União Europeia ratifique acordo comercial até 4 de julho
Daniel Torok / White House

Recuo

Embora tenha apresentado o ultimato, Trump recuou em sua ameaça de elevar as tarifas sobre produtos europeus, feita na semana passada, quando ameaçou elevar de 15% para 25% as tarifas sobre automóveis fabricados na Europa, acusando a UE de atrasar a implementação do acordo.

Uma rodada de conversa sobre o acordo fracassou nesta quarta-feira (06/05), mas as autoridades europeias apontaram uma possível resolução em 19 de maio, quando retomarão as discussões.

O Parlamento Europeu suspendeu duas vezes o processo de ratificação devido à ameaça de Trump de anexar a Groenlândia e aumentar as tarifas. Os deputados do bloco europeu exigem a inclusão de salvaguardas que protejam os países caso o presidente norte-americano retome suas ameaças ou descumpra compromissos firmados.

Von der Leyen já havia afirmado a posição em relação ao acordo comercial. “Um acordo é um acordo. Nós temos um acordo e a essência dele é a prosperidade, regras comuns e fiabilidade”, disse.

Ela também reiterou que, segundo os termos pactuados, os Estados Unidos não poderiam elevar unilateralmente as tarifas acima do teto de 15%. “Queremos com este trabalho (alcançar) ganhos mútuos, cooperação e fiabilidade. E estamos preparados para todos os cenários”, acrescentou.