Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (22/05) o envio de 5 mil soldados norte-americanos adicionais para a Polônia, país membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Anteriormente, o Pentágono havia declarado a suspensão da rotação de tropas no país europeu.

“Com base na eleição bem-sucedida do atual presidente da Polônia, Karol Nawrocki, a quem tive a honra de apoiar, e em nosso relacionamento com ele, tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos enviarão mais 5.000 soldados para a Polônia”, afirmou o presidente norte-americano, em sua Truth Social.

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Washington vem pressionando os países europeus a enviarem esforços para a abertura do Estreito de Ormuz, no contexto da guerra do Irã. O recuo na decisão dos Estados Unidos ocorre em meio à reunião dos ministros das Relações Exteriores da OTAN, que acontece em Helsingborg, na Suécia, nesta sexta-feira (22/05).

O encontro reúne os chanceleres dos 32 países da aliança e serve como preparação para a próxima cúpula de líderes da OTAN, prevista para julho, em Ancara, na Turquia. A reunião discutirá gastos militares, apoio à Ucrânia, presença militar norte-americana na Europa e a guerra no Irã.

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‘Decepção de Trump’

Presente no encontro, o secretário de Estado Marco Rubio disse que “decepção” de Trump com a OTAN será discutida em Ancara, que classificou como “uma das cúpulas mais importantes da história da OTAN”. “Isso terá que ser abordado, não será resolvido ou abordado hoje. É algo que a liderança deve discutir”, afirmou.

Trump muda posição e anuncia envio de cinco mil soldados à Polônia
Reprodução vídeo / The White House

Antes de embarcar para a reunião, o secretário de Estado norte-americano criticou países da aliança que recusaram o uso de bases militares para operações norte-americanas. “Há países como a Espanha que nos negam o uso dessas bases – então, por que vocês estão na OTAN? Essa é uma pergunta muito pertinente”, afirmou.

Ele confirmou as declarações de Trump sobre Varsóvia, afirmando que Washington continua a cumprir seus compromissos globais, mas que “isso exige que reexaminemos constantemente onde posicionamos nossas tropas.” “Não se trata de uma punição, é apenas algo que está em andamento e já existia antes”, acrescentou.

Recuo

No início da semana, o Departamento de Defesa dos EUA informou que adiaria o envio dos soldados ao país europeu. Na quarta-feira (20/05), o vice-presidente JD Vance reforçou a decisão, defendendo que os países europeus deveriam assumir maior responsabilidade por sua própria segurança. “A Polônia é capaz de se defender com muito apoio dos Estados Unidos”, disse.

O presidente polonês Karol Nawrocki agradeceu publicamente a decisão de Trump. “Eu defendo e continuarei a defender a aliança polaco-americana – um pilar vital de segurança para todos os lares polacos e para toda a Europa”, declarou.