Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, respondeu às declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que afirmou nesta quarta-feira (20/01), em Davos, que a Dinamarca é um país ‘irrelevante’.

Durante seu discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, Von der Leyen afirmou que o destino da Groenlândia não pode ser decidido por potências externas e não deve ser tratada como um ativo geopolítico ou econômico. “A Groenlândia não é apenas um território em uma região chave do mapa mundial,  é uma terra rica em matérias-primas críticas, um posto avançado estratégico em novas rotas marítimas globais”, disse.

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E acrescentou: “é tudo isso, mas, acima de tudo, a Groenlândia é o lar de um povo livre e soberano. É uma nação com sua soberania e seu direito à integridade territorial, e o futuro da Groenlândia cabe apenas aos groenlandeses decidir”.

Ela advertiu que as tarifas anunciadas por Trump contra os países da União Europeia podem empurrar as relações transatlânticas “para uma perigosa espiral descendente”, o que encorajaria “os próprios adversários que ambos estamos comprometidos em manter fora do cenário estratégico”.

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Ela disse ser preciso “transformar as formas como pensamos e agimos” para enfrentar os desafios colocados pela ordem mundial em rápida transformação, salientando que o bloco vive um momento de inflexão no sistema internacional.

Von der Leyen defende mudança em ações da UE, após Washington chamar Dinamarca de ‘irrelevante’
(@vonderleyen/Fotos Públicas)

Declaração de Bessent

A Dinamarca estuda, como retaliação às ameaças norte-americanas, reduzir seus fundos de pensão investidos em títulos da dívida dos Estados Unidos. Em Davos, onde ocorre o Fórum Econômico Mundial, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent comentou a proposta. Ele disse que o o país, aliado histórico da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), é irrelevante.

“O tamanho do investimento da Dinamarca em títulos do Tesouro dos EUA, assim como a própria Dinamarca, é irrelevante. É inferior a US$ 100 milhões. Eles vêm vendendo títulos do Tesouro há anos. Não estou nem um pouco preocupado”, afirmou.

Bessent atribuiu a repercussão do tema ao que chamou de exagero da imprensa financeira, acusando “a mídia de fake news liderada pelo Financial Times” de amplificar um relatório do Deutsche Bank que sugeria menor disposição europeia para seguir comprando dívida americana.

Ele também criticou as declarações do presidente francês Emmanuel Macron, classificando-as como “inflamatórias”; e sugeriu ao mandatário da França que cuidasse dos problemas domésticos da França, em vez de defender uma missão da OTAN na Groenlândia. “Se isso é tudo o que o presidente Macron tem para fazer quando o orçamento francês está em frangalhos, eu sugeriria que ele se concentrasse em outras coisas para o povo francês”, afirmou.