Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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O ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad (2005-2013) teria sido colocado em prisão domiciliar nesta segunda-feira (13/07) por ordem da Guarda Revolucionária Islâmica. A informação é do diário The New York Times (NYT), que usa como fontes quatro altos funcionários iranianos não identificados.

A medida teria sido tomada após publicação de reportagem do próprio NYT afirmando que Ahmadinejad teria tido diversos contatos nos últimos meses com agentes do Mossad, principal agência de inteligência de Israel.

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A matéria publicada nesta mesma segunda-feira aponta que o objetivo de Israel ao se aproximar do ex-mandatário seria sondar a possibilidade de torná-lo líder do Irã, caso os ataques lançados pelas forças de Tel Aviv e Washington produzissem uma queda do regime dos aiatolás.

Opera Mundi consultou três agências públicas iranianas (IRNA, Mehr e Fars) e nenhuma delas confirma, nem desmente a informação sobre a prisão domiciliar de Ahmadinejad.

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Plano de mudança de regime

O NYT afirma que Israel pagou secretamente parte das despesas de hospedagem e viagem do ex-presidente e que agentes israelenses se encontraram com ele em diversas ocasiões no exterior durante o primeiro semestre deste ano.

A reportagem também afirma que o governo dos Estados Unidos estava ciente e seria favorável à estratégia de instalar Ahmadinejad como o novo líder do país caso a morte do aiatolá Ali Khamenei terminasse levando a República Islâmica e abrisse caminho para um novo regime no Irã.

Na matéria, jornal narra supostos acontecimentos do dia 28 de fevereiro, quando teve início a ofensiva lançada por Israel e Estados Unidos.

O ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad
Reprodução vídeo / Euronews

Na ocasião, ao menos duas bombas atingiram o complexo residencial de Ahmadinejad, em Teerã, mataram alguns dos seus guarda-costas e destruíram um veículo blindado. Pouco depois, um carro dirigido por agentes do Mossad evacuou do complexo, de acordo com autoridades americanas e israelenses citadas pelo jornal.

Segundo especialistas ouvidos pela reportagem do NYT, a ação teria sido pensada para libertar Ahmadinejad das restrições de movimento impostas pelas autoridades iranianas.

Vale lembrar que, durante seu mandato presidencial, Ahmadinejad ficou conhecido por declarações consideradas “hostis” pelo governo de Israel e por defender o fortalecimento do programa de enriquecimento de urânio do Irã.