Domingo, 5 de abril de 2026
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Pesquisa divulgada pelo Instituto de Democracia de Israel revela que 68% dos israelenses apoiam a continuidade da guerra contra o Irã. O número, embora alto, caiu desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, quando 81% da população respaldava as ações militares de Israel e dos Estados Unidos contra o país persa.

Entre os judeus israelenses o apoio também diminuiu: passou de 93% no início da guerra para 78%. Já o “apoio forte” ao enclave caiu de 74% no início de março para 50%.

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Em paralelo, a oposição à guerra cresceu. A parcela de judeus israelenses que se opõem “de certa forma” ou “fortemente” à guerra escalou de 4% para 11,5%, mais que dobrando nas últimas quatro semanas. Entre a população árabe de Israel, a rejeição subiu de 60% para 70%.

A pesquisa também revela que para 54% dos judeus e para 51% dos árabes residentes em Israel, o Irã se apresentou “muito mais forte” ou “um pouco mais forte” do que era esperado no enclave.

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Também aumentam as incertezas quanto à capacidade de Israel de manter uma guerra prolongada: 35% dos judeus israelenses acreditam que o país poderia sustentar o conflito por até um mês, enquanto 28% responderam pelo “tempo que for necessário”.

Entre os árabes em Israel, apenas 16% afirmaram que o país suportaria entre um e três meses na guerra; e 5% por um prazo indefinido.

Motivações de Netanyahu

A pesquisa também abordou as supostas motivações do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu no conflito. A maioria dos entrevistados judeus (62%) considera que a guerra foi iniciada por razões estratégicas e de segurança. Já entre os árabes residentes em Israel, a percepção predominante (55%) é que os motivos seriam políticos e pessoais.

A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 26 de março com 756 pessoas, por telefone.