Após ataques a instituições de ensino, Teerã declara universidades de países inimigos como 'alvos legítimos'
Guarda Revolucionária adverte professores e estudantes de faculdades israelenses e norte-americanas a manterem distância das unidades educacionais
A Guarda Revolucionária do Irã declarou neste domingo (29/03) que considera as universidades israelenses e norte-americanas no Oriente Médio “alvos legítimos”, em resposta aos recentes bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra instituições de ensino iranianas.
A denúncia contida no 50º comunicado da Guarda Iraniana alerta as autoridades israelenses e norte-americanas sobre os limites impostos pelo recente ataque à Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã.
Em comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim, ligada à força de elite iraniana, “todos os trabalhadores, professores e estudantes de universidades norte-americanas na região e moradores das proximidades” foram alertados para se manter a mais de um quilômetro de distância dessas instituições.
A medida é uma resposta ao ataque de sábado, 23 de março, contra a Universidade de Ciência e Tecnologia de Teerã, e ao atentado contra a Universidade de Tecnologia de Isfahan na quinta-feira, 20 de março. Embora não tenha havido vítimas fatais, o Irã descreveu os ataques como uma grave violação da educação e da pesquisa científica.

Escola Porter de Estudos Ambientais – Universidade de Tel Aviv
דוג’רית / Wikipedia Commons
A declaração estabelece uma condição clara: se o governo dos Estados Unidos não condenar oficialmente os bombardeios até o meio-dia de segunda-feira, 30 de março, e não impedir que seus aliados ataquem instituições de ensino, “a ameaça permanece e será concretizada ”. Nesse sentido, exige que duas universidades estrangeiras sejam atacadas em retaliação para cada instituição iraniana destruída.
Este alerta surge após a 85ª onda de retaliação iraniana ao ataque lançado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra a nação persa. As tensões persistem, com o presidente norte-americano Donald Trump também ameaçando bombardear usinas de energia iranianas caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz até 6 de abril.
























