Argentina declara Guarda Revolucionária Islâmica do Irã como 'organização terrorista'
Governo Milei justificou decisão com base em dois 'ataques terroristas' supostamente perpetrados pelo Hezbollah em 1992 e 1994
A Argentina declarou a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã uma “organização terrorista” na terça-feira (31/04), citando dois ataques supostamente realizados pelo Hezbollah contra o país sul-americano em 1992 e 1994.
Segundo a presidência, um dos ataques classificados como “ataques terroristas” foi o perpetrado contra a embaixada de Israel em Buenos Aires, que deixou 29 mortos e mais de 200 feridos. O segundo ataque envolveu a destruição da sede da Associação Mutual Israelita Argentina, resultando em 85 mortos e outros 300 feridos.
“Esta decisão, adotada em coordenação entre o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Segurança Nacional, o Ministério da Justiça e a Secretaria de Inteligência do Estado, baseia-se em relatórios oficiais que comprovam atividades ilícitas transnacionais, incluindo atos de terrorismo em território argentino”, diz o comunicado.
Acrescentando: “Seu registro no Cadastro Público de Pessoas e Entidades Ligadas a Atos de Terrorismo e seu Financiamento possibilita a aplicação de sanções financeiras e restrições operacionais destinadas a limitar sua capacidade de operar no país, protegendo, ao mesmo tempo, o sistema financeiro argentino de ser utilizado para fins ilícitos”.
Em fevereiro, a União Europeia também designou a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como uma “organização terrorista”, justificando a decisão com base em suas ações durante os protestos que ocorriam no Irã na época. Em resposta, o Irã declarou que as forças navais e aéreas de todos os Estados-membros da UE são organizações terroristas.






















