Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Em declaração difundida nesta quarta-feira (18/03), o secretário de Comunicação da Argentina, Javier Lanari, afirmou que o governo do país sul-americano está disposto a apoiar o esforço de guerra feito por Israel e Estados Unidos contra o Irã.

O secretário afirmou que “se os Estados Unidos solicitassem, nós enviaremos sim (ajuda militar)”, mas assegurou que tal pedido ainda não foi realizado.

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“Qualquer ajuda que eles considerem necessária será fornecida”, acrescentou Lanari. As declarações foram feitas durante entrevista ao jornal espanhol El Mundo.

A posição expressada pelo secretário foi confirmada pelo chanceler argentino, Pablo Quirno. “Na medida em que eles precisarem do nosso apoio, está claro qual será a nossa posição”, frisou o ministro de Relações Exteriores.

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Apesar de o governo dos Estados Unidos não ter se pronunciado oficialmente, o advogado Marc Zell, ligado ao Partido Republicano e a entidades sionistas norte-americanas, disse em suas redes sociais que “a Argentina está enviando unidades navais para ajudar a proteger o tráfego marítimo internacional no Estreito de Ormuz”.

A mensagem de Zell não está sintonizada com as declarações das autoridades argentinas, que confirmaram a disposição em ajudar Estados Unidos e Israel na guerra, mas sem detalhar de que forma seria essa colaboração.

Hostilidades anteriores

Durante sua recente viagem a Nova York, o presidente argentino Javier Milei falou sobre o Irã, se referindo ao país persa como “nosso inimigo” e se colocando como membro da aliança entre Estados Unidos e Israel.

“Vamos vencer a guerra”, proclamou o mandatário, dando a entender que considera que que um possível triunfo contra os iranianos também seria uma vitória da Argentina.

Governo de Milei manifestou disposição em apoiar Israel na guerra contra o Irã
Governo de Israel

Ademais, após a morte do aiatolá Khamenei, a Casa Rosada publicou um comunicado no qual descreveu o falecido líder supremo iraniano como “uma das pessoas mais malignas, violentas e cruéis da história da humanidade”, e que “suas atrocidades não foram sofridas apenas pelo povo, mas tiveram impacto em todo o mundo”.

Tais posições levaram o governo do Irã a publicar um comunicado dizendo que Milei “cruzou uma linha vermelha imperdoável”, e que tal posição poderia sofrer “uma resposta proporcional”.

Com informações de Página/12 e El Mundo.

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