Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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A Áustria se juntou nesta quinta-feira (02/04) à lista de países da Europa que se recusaram a atender aos pedidos dos Estados Unidos, do governo de Donald Trump, para utilizar seu espaço aéreo para voos militares envolvidos na guerra contra o Irã.

“Houve efetivamente alguns pedidos, que foram recusados desde o início”, disse o coronel Michael Bauer, porta-voz do Ministério da Defesa austríaco, em declaração à AFP. De acordo com ele, as solicitações do tipo são rejeitadas quando apresentadas por um “país em guerra”.

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Vale lembrar que a Áustria não integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), e adota uma postura tradicional de neutralidade consagrada em sua Constituição.

Por outro lado, nas últimas semanas, países-membros da OTAN também suspenderam seus respectivos espaços aéreos. A Espanha fechou a área especificamente para aviões militares dos Estados Unidos envolvidos na guerra; a França impôs a mesma restrição para aeronaves norte-americanas com suprimentos militares destinados a Israel; e a Itália proibiu que bombardeiros pousassem em uma base na Sicília.

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Os posicionamentos dos países europeus têm irritado Trump, que durante seu discurso à nação na última quarta-feira (01/04) criticou a OTAN e ameaçou retirar os Estados Unidos da aliança. O republicano tem adotado uma postura mais dura contra o tratado também por seus aliados se recusarem a atender às suas exigências de tomar o Estreito de Ormuz, no âmbito do bloqueio parcial do Irã.

Mesmo assim, em suas declarações, o presidente norte-americano alegou que os objetivos nacionais na guerra contra o Irã estariam perto de ser alcançados, e que Washington não precisa do petróleo que passa pela rota marítima.

(*) Com Ansa