Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou neste domingo (23/08) que a operação econômica dos Estados Unidos, anunciada pelo presidente Donald Trump como “a mais devastadora” contra a nação persa se tornou um “bumerangue” contra a própria economia norte-americana, que enfrenta uma dívida nacional em níveis históricos em meio aos gastos excessivos na guerra.

Por sua vez, durante uma cerimônia em Teerã, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, apontou para o fato de a Casa Branca ter mudado seu discurso, descartando ameaças militares ao apresentar estratégias repetidas. Segundo a autoridade, “mostra que eles estão realmente desesperados e que não encontram nenhuma solução diante do grande povo iraniano”. 

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“É um cenário repetido: desde as sanções paralisantes propostas durante a era Obama, passando pela política de máxima pressão promovida durante o primeiro mandato de Trump, até as atuais sanções devastadoras, apresentadas sob nomes diferentes”, disse o chanceler, que enfatizou que Washington deve saber que a única opção é dialogar com o povo iraniano.

“O povo iraniano responde com respeito quando é falado em termos de dignidade”, reiterou. ”Nunca tivemos medo. Todas as ações deles, tanto o bloqueio quanto as ameaças militares, falharam, e essa nova iniciativa também fracassará”.

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Tasnim/Masoud Shahrestani

O porta-voz da Guarda da Revolução Islâmica (IRGC), general da brigada Hossein Mohebbi, classificou a ameaça norte-americana mais recente como uma admissão implícita de sua derrota militar. Em coletiva no domingo, destacou que a guerra econômica não é novidade, observando que os Estados Unidos impõem sanções aos setores econômicos do Irã há 47 anos.

Segundo ele, a campanha atual tem como principal objetivo moldar a percepção pública e criar a crença de que Washington está prevalecendo.

“Temos cenários para conter os efeitos adversos da guerra do inimigo e podemos facilmente estabelecer relações econômicas com os países”, disse ele, enfatizando que não há preocupação quanto à situação econômica de sua nação. Ainda acrescentou que o Irã mantém interações econômicas e contorna a pressão norte-americana.

Na última quarta-feira (19/08), Trump anunciou que trará ao Irã “a operação econômica mais devastadora já realizada” contra uma nação, tendo como objetivo bloquear todas as vias de financiamento vindas de Teerã e submetê-la a um “isolamento sem precedentes”. Ameaçou também represálias econômicas contra qualquer país, empresa ou entidade financeira que contribua para manter o fluxo de dinheiro para a nação persa.

(*) Com Tasnim e Telesur