Axios: EUA e Irã devem retomar negociações em Islamabad neste domingo (19)
Paquistão media nova rodada de conversas com apoio do Egito e Turquia; segundo o jornal, Washington oferece US$ 20 bilhões por renúncia iraniana do urânio enriquecido
Delegações dos Estados Unidos e do Irã devem se reunir em Islamabad, no Paquistão, neste domingo (19/04), para uma nova rodada de negociação de paz, segundo informações do site norte-americano Axios, citadas por fontes familiarizadas com o assunto. A chancelaria paquistanesa está mediando as negociações, com apoio do Egito e da Turquia.
Washington e Teerã estão negociando um plano de três páginas para encerrar a guerra, sendo um dos pontos em discussão a liberação, pela Casa Branca, de US$ 20 bilhões em fundos iranianos congelados em troca da renúncia do país persa ao seu estoque de urânio enriquecido, segundo dois funcionários norte-americanos e duas outras fontes a par das negociações.
O memorando de entendimento (MOU) de três páginas que as duas partes estão negociando também inclui uma moratória “voluntária” sobre o enriquecimento nuclear pelo Irã, acrescenta o site norte-americano.
Enquanto isso, de acordo com a emissora catari Al Jazeera, houve um reforço na segurança por meio do aumento das forças policiais: cerca de dez mil policiais já estão na capital e outros dez mil estão sendo adicionados, vindos de províncias vizinhas. Há esforços diplomáticos ativos por meio do primeiro-ministro do Paquistão, bem como do chefe do exército e dos chefes das forças armadas, forças paramilitares e polícia.
O presidente Donald Trump disse que o cessar-fogo de duas semanas, que termina na próxima semana, poderia ser prorrogado, embora não acreditasse que isso fosse necessário, já que Teerã queria um acordo.
“Vamos ver o que acontece. Mas acho que estamos muito perto de fechar um acordo com o Irã”, disse ele a repórteres, acrescentando que, se um acordo for alcançado e assinado na capital paquistanesa, Islamabad, ele poderá ir até lá para a ocasião.
No entanto, fontes iranianas disseram à Reuters que ainda existem “lacunas a serem resolvidas” antes de se chegar a um acordo preliminar.
O ataque conjunto dos EUA e de Israel ao Irã começou em 28 de fevereiro e matou milhares de pessoas, inclusive o líder supremo Aiatolá Ali Khamenei.























