Sexta-feira, 10 de julho de 2026
APOIE
Menu

Os caixões do ex-líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e de integrantes de sua família foram acompanhados por milhões de iranianos pelas ruas da capital Teerã nesta segunda-feira (06/07) e devem ser transferidos para a cidade santa de Qom no dia seguinte. A expectativa é de que, posteriormente, eles ingressem no território iraquiano para receber tributo dos povos irmãos nos distritos de Najaf e Karbala.

Segundo relatos da mídia local, durante o cortejo, manifestantes gritavam “morte aos Estados Unidos e a Israel”, enquanto alguns atiravam pedras em uma fotografia do presidente norte-americano, Donald Trump, este que desencadeou uma guerra ao bombardear o país persa em 28 de fevereiro, em ação conjunta com o regime sionista.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Siga!
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize!

O primeiro vice-presidente da República Islâmica do Irã, Mohammad Reza Aref, definiu que é “legítima” a exigência da nação durante o cortejo sobre punir “os assassinos terroristas”. Segundo ele, os apelos condizem com os “princípios internacionais de autodefesa”. Acrescentou também que garantir o país persa ao direito definitivo dos responsáveis pelo crime é um “dever soberano”.

Presente no cortejo, o presidente Masoud Pezeshkian escreveu em suas redes sociais que Khamenei “ensinou que o povo iraniano e sua solidariedade é o maior patrimônio do país”. Em publicação, recitou um versículo do Alcorão que fala que “por meio de compaixão, unidade e serviço dedicado à nação, o caminho do Irã rumo à honra e ao progresso”.

Mais lidas

Na sexta-feira (03/07), o corpo do mártir foi transferido para a Grande Mesquita de Teerã como parte dos preparativos para iniciar as cerimônias oficiais do funeral, despedida e sepultamento de seus restos mortais. A conferência reuniu delegações oficiais de mais de cem países, incluindo representantes proeminentes do Líbano, como líderes do movimento Amal, membros do Hezbollah e inúmeros deputados da Ásia Ocidental. Foi a partir de sábado (04/07) que a cerimônia fúnebre para o ex-líder supremo e seus familiares teve início oficial ao público.

(*) Com Ansa e Telesur