Quinta-feira, 2 de abril de 2026
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta quinta-feira (26/03) que Teerã não mantém negociações com os Estados Unidos e reiterou a política de resistência frente aos ataques norte-americanos e israelenses.

“Não há negociações em curso. No momento, nossa política é continuar a resistência, e nenhuma negociação ocorreu”, declarou à Press TV. O chanceler também questionou as garantias internacionais, afirmando que elas “não são 100% confiáveis”.

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O chanceler explicou que “um cessar-fogo sem garantias é um ciclo vicioso que só leva à repetição da guerra” e que o Irã mantém uma posição “firme e baseada em princípios”, apesar de contatos diplomáticos regionais. Nesta quarta-feira (25/03), o Irã recusou o plano de paz da Casa Branca e divulgou cinco exigências do país para a trégua.

Aragchi disse que a resposta militar iraniana criou uma “garantia intrínseca” contra novos ataques. “O inimigo deve aprender uma lição para que nunca mais cogite lançar outro ataque, e os danos sofridos pelo povo iraniano devem ser compensados”, acrescentou.

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IRNA

Países do Golfo

O chanceler iraniano também passou um recado aos países do Golfo Pérsico que detêm bases norte-americanas. “Esta guerra revelou muitas verdades, uma delas sendo que as bases norte-americanas não apenas deixaram de fornecer segurança aos países anfitriões, mas, na verdade, se tornaram uma fonte de insegurança para eles”, disse.

“Se esses países estão sendo atacados, é por causa da presença dessas bases”, afirmou. “Minha mensagem aos países da região é que eles devem definitivamente se distanciar dessa agressão norte-americana-sionista contra o território e o povo do Irã, e se separar dessa guerra.”

O ministro das Relações Exteriores também lamentou que alguns países da região tenham declarado anteriormente que não permitiriam que seus respectivos territórios fossem usados ​​contra o Irã, para depois voltarem atrás em suas declarações. “Não podemos acreditar que isso tenha ocorrido sem que esses países tivessem conhecimento”, afirmou.

Os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) realizaram nesta manhã uma coletiva de imprensa, condenando os ataques iranianos. De acordo com relatos, milhares de drones e centenas de mísseis foram lançados desde 28 de fevereiro, com cerca de 85% dos projéteis tendo como destino territórios do Golfo.

Lista de alvos

Segundo o Wall Street Journal, Israel retirou o chanceler e o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, da lista de alvos, por um período de cinco dias.

Reportagem da Reuters, citando uma fonte de Islamabad, afirma que o Paquistão teria solicitado aos Estados Unidos que evitassem ataques contra os dois líderes, considerados peças-chave em eventuais negociações com Teerã.

“Os israelenses tinham suas coordenadas e queriam eliminá-las, dissemos aos EUA que, se eles também forem eliminados, não haveria mais ninguém com quem conversar, por isso os EUA pediram aos israelenses que recuassem”, afirmou a fonte paquistanesa à Reuters.