Quinta-feira, 16 de julho de 2026
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, fez duras críticas ao secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, nesta quinta-feira (09/07), após admitir explicitamente a participação de países europeus na mais recente agressão militar lançada pelos Estados Unidos e Israel contra a nação persa. O diplomata exigiu que os cúmplices assumam a responsabilidade.

“As repetidas admissões de Mark Rutte sobre a cumplicidade deliberada da Europa na guerra de agressão entre EUA e Israel contra o Irã apenas confirmam, mais uma vez, que eles não foram imparciais nessa brutal agressão ilegal. Aqueles que forneceram seus territórios, bases militares e infraestrutura para viabilizar a agressão não podem escapar à responsabilidade por sua contribuição para uma agressão não provocada e suas graves consequências”, escreveu o representante iraniano, em publicação na plataforma X.

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A controvérsia surgiu após a cúpula da OTAN realizada em Ancara, na Turquia, onde Rutte revelou que até cinco mil missões de aeronaves norte-americanas foram realizadas a partir de bases europeias durante operações contra o Irã.

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Ao mesmo tempo, o presidente dos EUA, Donald Trump, expressou sua decepção com a aliança do Atlântico durante o encontro de alto nível. Ele disse estar “muito irritado com a OTAN” porque, em sua visão, os aliados europeus não forneceram o apoio esperado nas agressões contra o Irã, que ele descreveu como o “principal Estado patrocinador do terrorismo”. O republicano ainda questionou a utilidade do bloco, voltando a afirmar que os Estados Unidos “pagaram muito” para proteger nações que, em sua opinião, não estavam presentes quando sua nação precisava.

A crítica norte-americana foi muito mais direcionada à Espanha. Segundo Trump, o país liderado por Pedro Sánchez “se comportou muito mal” por não apoiar sua ofensiva contra a nação persa. Ele comparou Madri com os países europeus que, de acordo com ele, demonstraram “tremenda unidade” na cúpula da OTAN. Por fim, concluiu que “não queremos ter nada a ver com eles”, pedindo publicamente o rompimento de laços comerciais com a Espanha.

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei
X/@IRIMFA_SPOX

Ainda em publicação, Baghaei criticou ainda mais a retórica do chefe da OTAN, caracterizando-a como uma demonstração performativa de subserviência em vez de força estratégica.

“Ainda assim, a autoelogio implacável de Mark Rutte por servir uma guerra ilegal por escolha não reflete força — ela expõe a mentalidade servil de um cortesão bajulador que acredita que a bajulação pode apagar o desprezo de um rei. Aos olhos de Washington, uma organização ineficaz não pode ser tornada eficaz por meio da bajulação — nem tais bajulações manipuladoras jamais restaurarão o próprio respeito e a integridade pessoal do bajulador”, afirmou.

(*) Com Telesur