Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, declarou nesta segunda-feira (27/04) que o Irã está “humilhando” os Estados Unidos na guerra no Oriente Médio, em curso há dois meses.

Segundo ele, “é evidente que os iranianos são mais fortes do que se pensava”. Já em relação às negociações de cessar-fogo e de reabertura do Estreito de Ormuz, “os norte-americanos não têm uma estratégia convincente”.

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“Além disso, os iranianos estão negociando com muita habilidade. A chamada Guarda Revolucionária [Islâmica] humilhou uma nação inteira [EUA]“, avaliou Merz durante visita ao Ginásio Carolus-Magnus, na cidade de Marsberg.

De acordo com o líder de Berlim, “o problema em guerras assim é sempre o mesmo: não basta entrar, é preciso poder sair”. “Como europeus, queremos trabalhar em prol de uma solução diplomática” para o conflito, reforçou Merz.

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Ele também afirmou que o presidente Donald Trump não consultou os alemães sobre o início do conflito com o Irã e indicou que já havia expressado seu ceticismo sobre a situação em duas ocasiões.

Friedrich Merz, chanceler da Alemanha
@_FriedrichMerz

“Se eu soubesse que isso continuaria por cinco ou seis semanas e que pioraria cada vez mais, teria dito a ele com ainda mais veemência”, comentou Merz.

Por fim, Merz descreveu a situação como “muito complicada” e afirmou que ela está custando à Alemanha muito dinheiro e poder econômico. “Esta guerra contra o Irã tem repercussões diretas em nosso desempenho econômico e, portanto, deve terminar o mais rápido possível”, declarou.

“Desiludido” com a estratégia dos EUA contra o Irã

O chanceler alemão Friedrich Merz também declarou, segundo a agência de notícias DPA, que está “desiludido” com a abordagem adotada pelos Estados Unidos e por Israel em relação ao Irã. Ele observou que a solução que Washington e Tel Aviv tentaram alcançar em questão de dias não se concretizou.

“Sim, estou desapontado com isso”, disse ele nos bastidores de uma reunião do grupo parlamentar conservador em Berlim. “É exatamente por isso que queremos que a UE faça esforços diplomáticos para encontrar uma solução”, acrescentou.

O líder alemão acrescentou que estão coordenando estreitamente com o lado estadunidense, mas que também defendem suas próprias “ideias europeias” sobre como chegar a uma solução para o conflito.

(*) com Ansa

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