Sexta-feira, 4 de setembro de 2026
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a retomada da diplomacia com os Estados Unidos “não é impossível”, mas condicionou qualquer avanço a uma mudança da abordagem de Washington. Nesta sexta-feira (28/08), completam-se seis meses dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.

“Colocar a diplomacia de volta nos trilhos não é impossível. Depende do entendimento dos Estados Unidos sobre um fato simples: pressão não funciona. Os Estados Unidos devem construir confiança, falar com respeito, reconhecer nossos direitos e cumprir compromissos”, afirmou o chanceler em postagem nas redes sociais.

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No mesmo sentido, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que um eventual entendimento com Washington depende de três condições: o fim das guerras em diferentes frentes da Ásia Ocidental, particularmente no Líbano; a retirada de Israel dos territórios libaneses ocupados; e o encerramento da guerra na Faixa de Gaza.

Chanceler iraniano diz que retomada da diplomacia não é impossível, mas EUA precisam mudar
Mohammadhosein Moyahedinejat/Tasnim

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Segundo Rezaei, a segurança do Líbano está diretamente relacionada à estabilidade de toda a região. “Beirute e o sul de Dahiyeh são nossas linhas vermelhas, e ninguém tem o direito de se mover para essas áreas” declarou à rede libanesa Al-Manar.

Ele também descreveu os países da Ásia Ocidental como “uma cadeia interconectada”, acrescentando que a continuidade dos conflitos produz consequências políticas, econômicas e de segurança para os Estados vizinhos, ao elevar os custos dos investimento e prejudicar as possibilidades de desenvolvimento da região.

EUA

Em paralelo, a secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que o presidente Donald Trump “continua mantendo todas as opções na mesa” em relação ao Irã e assegurou que, atualmente, não existem negociações entre os dois países.

“Tivemos a Operação Fúria Épica para destruir o exército deles. Agora temos a Operação Excluído Econômico para destruir a economia deles”, disse Leavitt em entrevista à Fox News.

“Nenhuma negociação está acontecendo no momento, e isso continuará até que o presidente sinta que talvez eles possam se sentar à mesa de negociação de forma significativa. Ainda não vimos isso”, frisou.

Já o senador democrata Mark Kelly afirmou à ABC News que o presidente norte-americano, Donald Trump, enfrenta dificuldades para encontrar uma saída do conflito. Ele lembrou que a população norte-americana está arcando com os efeitos econômicos da guerra, mencionando os preços dos combustíveis e e alta dos alimentos.

“Esta é uma crise criada por ele mesmo”, disse Kelly, acrescentando que a postura de Trump, baseada na convicção de que “sabe mais sobre tudo do que qualquer um”, reduziu as alternativas disponíveis ao governo.

Estreito de Ormuz

Enquanto o confronto entre Washington e Teerã persiste, o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz cai ainda mais. Apenas sete embarcações comerciais atravessaram a passagem na quinta-feira (27), contra 17 no dia anterior. Quatro dessas embarcações estavam deixando o estreito, enquanto três seguiam em direção à passagem.

O número também ficou abaixo da média de 15 embarcações registrada nos dez dias anteriores, segundo a plataforma de rastreamento marítimo Kpler.