Quarta-feira, 11 de março de 2026
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O governo da China criticou, nesta quarta-feira (04/03), as ameaças feitas pelos Estados Unidos de cortar todo seu comércio com Espanha.

A medida foi anunciada no dia anterior pelo presidente norte-americano Donald Trump, como resposta ao fato de a Espanha ter proibido o uso de suas bases militares por caças estadunidenses que seriam usados na guerra contra o Irã.

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Segundo a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Mao Ning, “o comércio não deve ser usado como arma ou instrumento de pressão contra outros países”.

Ademais, Pequim voltou a dizer que considera que os ataques iniciados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã configuram “violações ao direito internacional”.

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A porta-voz chinesa Mao Ning
Ministério de Relações Exteriores da China

Reação da Espanha

Em coletiva de imprensa realizada nesta mesma quarta-feira, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também se referiu às ameaças de Trump e afirmou que seu país manterá a postura de não apoiar os Estados Unidos ou qualquer outro país em esforços de guerra.

Na coletiva, Sánchez defendeu a posição da Espanha sobre o conflito e reiterou que “esta é a mesma posição que mantemos na Ucrânia e também em Gaza”.

“Primeiro, não à violação do Direito Internacional, que protege a todos, especialmente os mais vulneráveis ​​e a população civil. Segundo, não à suposição de que o mundo só pode resolver seus problemas por meio de conflitos e bombas. E, finalmente, não à repetição dos erros do passado”, acrescentou o primeiro-ministro espanhol.

Ao final da conferência, Sánchez afirmou que “em última análise, a posição do governo espanhol pode ser resumida em três palavras: não à guerra”.

Com informações de Xinhua.