China e Rússia condenam escalada no Oriente Médio e pedem retomada das negociações
Pequim defendeu ‘direitos legais dos países costeiros’ sobre Ormuz; para Moscou agressões constituem violação do acordo e 'não levarão a nada'
A China pediu nesta terça-feira (14/07) que Estados Unidos e Irã evitem a retomada da guerra e preservem o cessar-fogo, em meio à escalada militar e o anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, de bloquear os portos iranianos no Estreito de Ormuz.
“A China está profundamente preocupada com a retomada do conflito militar na região do Golfo”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, durante entrevista coletiva em Pequim.
A China pede que as partes envolvidas “atendam ao forte chamado pela paz e estabilidade na região, mantenham a calma, exerçam contenção, salvaguardem o cessar-fogo arduamente conquistado e evitem o retorno da guerra”.
Estados Unidos e Irã devem “evitar que os combates se espalhem e machuquem mais pessoas inocentes”, acrescentou a porta-voz.
Pequim também defendeu o respeito aos direitos dos países costeiros da rota marítima por onde escoa um quinto do petróleo consumido mundialmente.
“O respeito pelos direitos e interesses legais dos países costeiros do Estreito de Ormuz, e a retomada precoce da passagem normal e segura pelo estreito, é o que a comunidade internacional deseja ver”, afirmou Lin. “As partes envolvidas precisam trabalhar na mesma direção e ver o acordo adequado”, acrescentou.

China e Rússia condenam escalada no Irã e pedem retomada das negociações
Cancillería de China / X
Rússia
A Rússia também se manifestou. Nesta terça-feira (13/07), o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, afirmou que os ataques norte-americanos, reiniciados na semana passada, violam o memorando de entendimento, assinado em 17 de julho.
“Consideramos [a retomada da agressão] uma violação do memorando”, declarou Lavrov, ao classificar a situação como “infeliz”.
“Tanto a infraestrutura civil no Irã quanto os alvos civis nos países árabes do Conselho de Cooperação do Golfo estão sofrendo”, afirmou, acrescentando que “isso não leva a nada de bom”.
“Não leva a um acordo. Fecha as portas que, aparentemente, deixavam o memorando entreaberto”, complementou.























