China envia ajuda humanitária ao Irã e Líbano para 'recuperação e reconstrução' após ataques
Chancelaria afirmou que Pequim 'lamenta profundamente' desastre causado por EUA e Israel; país se compromete a 'promover paz e negociações' no Oriente Médio
A China fornecerá assistência humanitária ao Irã e ao Líbano para ajudar suas populações em meio a uma “catástrofe humanitária” na região, disse nesta quarta-feira (17/06) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian.
O porta-voz observou durante a coletiva de imprensa que “levando em consideração a situação real dos países envolvidos, a China decidiu fornecer em breve ao Irã e ao Líbano um novo lote de ajuda humanitária para continuar ajudando os povos de ambos os países a avançarem na recuperação e reconstrução, bem como para melhorar a economia e as condições de vida.”
“Como um bom amigo dos países do Oriente Médio e uma grande potência responsável, a China continuará a fornecer apoio e suporte dentro de suas possibilidades. O lado chinês também permanecerá comprometido com a promoção da paz e das negociações e desempenhará um papel ativo na rápida restauração da paz e da tranquilidade no Oriente Médio”, acrescentou.
Jian também declarou que Pequim “lamenta profundamente o desastre humanitário causado pela guerra dos EUA e Israel e seus efeitos colaterais no Oriente Médio” e que em março deste ano forneceu assistência humanitária emergencial a Teerã e a outros países.
Após o anúncio do memorando para o cessar-fogo entre Washington e Teerã, o mediador do acordo, Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão, afirmou que o documento também inclui a cessação dos ataques de Israel ao Líbano.
Por sua vez, as Forças Armadas do Irã alertaram Tel Aviv nesta quarta-feira (17/06) que, se os ataques no sul libanês continuarem, haverá uma “forte resposta militar”, ao denunciarem 84 supostas violações do cessar-fogo nos últimos dois dias.
Como resultado dos ataques, o Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública indicou que o número acumulado de vítimas dos confrontos em curso entre 2 de março e 16 de junho subiu para 3.826 mártires e 11.851 feridos.
























