Sexta-feira, 10 de abril de 2026
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Em resposta ao recente discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, o Ministério das Relações Exteriores chinês enfatizou a necessidade de reduzir a intensidade do conflito no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que denunciou a operação militar ilegal realizada contra o Irã como a causa principal da crise no Estreito de Ormuz.

O Ministério das Relações Exteriores da China declarou na quinta-feira (02/04) que meios militares não resolvem problemas e enfatizou que a estabilidade regional não será alcançada pela imposição da força ou pelo cerco a nações soberanas. A diplomacia do gigante asiático indicou que as ações militares de Washington e Tel Aviv apenas aprofundam as tensões e ameaçam a navegação internacional em uma rota por onde transita grande parte do petróleo bruto mundial.

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A este respeito, Pequim reafirmou sua posição de respeito pela integridade territorial da República Islâmica e apelou ao retorno aos canais diplomáticos para garantir a paz diante das tentativas das potências do Norte de controlar a Península Arábica.

Nesta quarta-feira (01/04) em um pronunciamento televisionado de aproximadamente 20 minutos, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou triunfalmente que o conflito que ele próprio iniciou terminaria em “cerca de duas ou três semanas”. “Posso afirmar com certeza que estamos no caminho certo para concluir todos os objetivos militares dos Estados Unidos em breve.”

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Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do quartel-general da Khatam-al Anbiya, respondeu ponto por ponto às declarações de Trump. Em relação à alegada destruição das capacidades iranianas, o porta-voz esclareceu: “Não esperem ter destruído os centros de produção de mísseis balísticos, drones de longo alcance, sistemas avançados de defesa aérea e capacidades de guerra eletrônica, porque , partindo dessa premissa, vocês só afundarão ainda mais no pântano em que já se encontram”, afirmou, conforme citado pela Agência de Notícias Mehr.

(*) com teleSUR