CIA duvidou de ameaça iraniana contra Trump alertada por Israel, diz jornal
Segundo Washington Post, analistas da agência de inteligência dos EUA consideraram informação 'de baixa credibilidade'
Autoridades de inteligência dos EUA se mostraram “céticas” em relação a uma ameaça de assassinato iraniana contra o presidente Donald Trump, transmitida por Israel, que motivou o presidente a deixar a Turquia secretamente em outra aeronave. A informação é do jornal The Washington Post (WP), citando autoridades norte-americanas familiarizadas com os serviços de inteligência.
A ameaça de assassinato foi transmitida pelo governo israelense à CIA, onde os “analistas não consideraram a informação convincente e expressaram esse ceticismo a integrantes do governo Trump”, disse um dos funcionários. Outra fonte classificou os relatos de ameaças contra a vida do presidente norte-americano como “originários de Israel, não gerados pelos EUA, e considerados de baixa credibilidade”.
O Wall Street Journal, por sua vez, noticiou pela primeira vez no mês passado que Tel Aviv havia compartilhado informações de inteligência com o governo de Washington sobre a ameaça iraniana.
Após a cúpula da OTAN em Ancara, em 8 de julho, Trump disse que poderia ser vítima de uma nova tentativa de assassinato e afirmou ter se tornado o “alvo principal” do Irã.
Donald Trump embarcou no Air Force One em Ancara, mas deixou secretamente essa aeronave e foi transportado em um caminhão de apoio do aeroporto até um terceiro avião, um C-32A da Força Aérea, que o transportou, juntamente com alguns assessores importantes, para o Reino Unido.
Israel considera o Irã, de longe, sua ameaça mais urgente a curto prazo, mas vê a Turquia como uma ameaça a médio e longo prazo e está apreensivo com o estreitamento dos laços entre Washington e Ancara, reforçado pela relação pessoal entre Trump e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse o funcionário atual.
“Isso se encaixa em um padrão mais amplo de informes da inteligência israelense que alguns funcionários consideram ter como objetivo tanto moldar a tomada de decisões presidenciais quanto orientá-la”, disse o ex-funcionário familiarizado com o assunto.























