Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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Autoridades de inteligência dos EUA se mostraram “céticas” em relação a uma ameaça de assassinato iraniana contra o presidente Donald Trump, transmitida por Israel, que motivou o presidente a deixar a Turquia secretamente em outra aeronave. A informação é do jornal The Washington Post (WP), citando autoridades norte-americanas familiarizadas com os serviços de inteligência.

A ameaça de assassinato foi transmitida pelo governo israelense à CIA, onde os “analistas não consideraram a informação convincente e expressaram esse ceticismo a integrantes do governo Trump”, disse um dos funcionários. Outra fonte classificou os relatos de ameaças contra a vida do presidente norte-americano como “originários de Israel, não gerados pelos EUA, e considerados de baixa credibilidade”.

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O Wall Street Journal, por sua vez, noticiou pela primeira vez no mês passado que Tel Aviv havia compartilhado informações de inteligência com o governo de Washington sobre a ameaça iraniana.

Após a cúpula da OTAN em Ancara, em 8 de julho, Trump disse que poderia ser vítima de uma nova tentativa de assassinato e afirmou ter se tornado o “alvo principal” do Irã.

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Donald Trump embarcou no Air Force One em Ancara, mas deixou secretamente essa aeronave e foi transportado em um caminhão de apoio do aeroporto até um terceiro avião, um C-32A da Força Aérea, que o transportou, juntamente com alguns assessores importantes, para o Reino Unido.

Israel considera o Irã, de longe, sua ameaça mais urgente a curto prazo, mas vê a Turquia como uma ameaça a médio e longo prazo e está apreensivo com o estreitamento dos laços entre Washington e Ancara, reforçado pela relação pessoal entre Trump e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse o funcionário atual.

“Isso se encaixa em um padrão mais amplo de informes da inteligência israelense que alguns funcionários consideram ter como objetivo tanto moldar a tomada de decisões presidenciais quanto orientá-la”, disse o ex-funcionário familiarizado com o assunto.