Sábado, 11 de abril de 2026
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O Comando da Frente Interna das Forças de Defesa de Israel (IDF) recusou um pedido de autorização para um protesto contra a guerra no Irã, com cerca de mil participantes, na Praça Habima, em Tel Aviv, previsto para o final do dia deste sábado (04/04), permitindo apenas uma reunião de até 150 pessoas.

Segundo o jornal israelense Haaretz, o chefe do Comando da Frente Interna, Elad Edri, afirmou anteriormente que nas cidades de Haifa e Jerusalém, as reuniões não podem exceder o limite atual de 50 participantes.

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O Ministério Público informou ao tribunal que a posição do Comando da Frente Interna não havia sido analisada por ele nem pelo Procurador-Geral Militar e que não levava em consideração o direito de protesto. Apesar da posição do Comando da Frente Interna, manifestações contra a guerra do Irã estão planejadas para ocorrer em todo Israel.

Neste cenário, a Associação para os Direitos Civis em Tel Aviv solicitou ao Supremo Tribunal de Justiça a realização de uma audiência urgente hoje, com início às 14h (horário local). “Aparentemente, as declarações inequívocas sobre a importância da liberdade de expressão política e sua proteção em tempos de guerra permanecem vazias e sem substância”, escreveram os advogados Oded Feller e Tal Hassin, que representam os peticionários.

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Vale lembrar que na sexta-feira (03/04), o presidente da Suprema Corte de Israel, Isaac Amit, disse à polícia israelense para permitir manifestações durante a guerra com o Irã, afirmando que os manifestantes “não precisam implorar para realizar uma manifestação”.

O tribunal ordenou que o advogado do governo apresentasse a posição da polícia e das Forças de Defesa de Israel (IDF) sobre os protestos planejados contra a guerra em curso em quatro locais diferentes do país, estabelecendo o sábado às 11h como prazo final.

A decisão do tribunal surgiu após a Associação para os Direitos Civis em Israel e o ativista pacifista Itamar Greenberg apresentarem uma petição, na sequência da dispersão policial de um protesto contra a guerra no Irã na Praça Habima, em Tel Aviv, no sábado.