Comando militar de Israel proíbe manifestação contra guerra no Irã
Após restrição de protesto para 150 pessoas, ativistas recorrem ao Supremo Tribunal de Justiça e afirmam que liberdade de expressão 'permanece vazia'
O Comando da Frente Interna das Forças de Defesa de Israel (IDF) recusou um pedido de autorização para um protesto contra a guerra no Irã, com cerca de mil participantes, na Praça Habima, em Tel Aviv, previsto para o final do dia deste sábado (04/04), permitindo apenas uma reunião de até 150 pessoas.
Segundo o jornal israelense Haaretz, o chefe do Comando da Frente Interna, Elad Edri, afirmou anteriormente que nas cidades de Haifa e Jerusalém, as reuniões não podem exceder o limite atual de 50 participantes.
O Ministério Público informou ao tribunal que a posição do Comando da Frente Interna não havia sido analisada por ele nem pelo Procurador-Geral Militar e que não levava em consideração o direito de protesto. Apesar da posição do Comando da Frente Interna, manifestações contra a guerra do Irã estão planejadas para ocorrer em todo Israel.
Neste cenário, a Associação para os Direitos Civis em Tel Aviv solicitou ao Supremo Tribunal de Justiça a realização de uma audiência urgente hoje, com início às 14h (horário local). “Aparentemente, as declarações inequívocas sobre a importância da liberdade de expressão política e sua proteção em tempos de guerra permanecem vazias e sem substância”, escreveram os advogados Oded Feller e Tal Hassin, que representam os peticionários.
⚡️Haaretz: Israeli Police Forcibly Disperse anti-Iran War Protest in Tel Aviv pic.twitter.com/wvw1QumKw0
— Warfare Analysis (@warfareanalysis) April 4, 2026
Vale lembrar que na sexta-feira (03/04), o presidente da Suprema Corte de Israel, Isaac Amit, disse à polícia israelense para permitir manifestações durante a guerra com o Irã, afirmando que os manifestantes “não precisam implorar para realizar uma manifestação”.
O tribunal ordenou que o advogado do governo apresentasse a posição da polícia e das Forças de Defesa de Israel (IDF) sobre os protestos planejados contra a guerra em curso em quatro locais diferentes do país, estabelecendo o sábado às 11h como prazo final.
A decisão do tribunal surgiu após a Associação para os Direitos Civis em Israel e o ativista pacifista Itamar Greenberg apresentarem uma petição, na sequência da dispersão policial de um protesto contra a guerra no Irã na Praça Habima, em Tel Aviv, no sábado.























