Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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A Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano aprovou nesta segunda-feira (30/03) uma proposta de cobrança de pedágio das embarcações que cruzarem o Estreito de Ormuz, por onde escoa um quinto do petróleo mundial.

Para entrar em vigor, a medida ainda depende de votação no Parlamento iraniano. O plano inclui cobrança de taxas e a continuidade da restrição à passagem de navios ligados a países considerados adversários, como Estados Unidos e Israel.

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O valor do pedágio ainda não foi divulgado, mas a medida é apresentada pelo governo iraniano como um passo para a institucionalização do controle do país sobre o estreito.

Em comunicado publicado no Telegram da agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, o deputado Mojtaba Zarei, membro da comissão, elencou as medidas da proposta.

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Comissão de Segurança Nacional iraniana aprova cobrança de pedágio em Ormuz
Jacques Descloitres / NASA/GSFC

Além de “acordos financeiros e sistemas de pedágio”, o plano também prevê ações de segurança e melhorias de navegação para o estreito, questões ambientais, continuidade da proibição da navegação de embarcações norte-americanas e israelenses e implementação do papel soberano do Irã e de suas Forças Armadas sobre a região.

Também está prevista a cooperação de Omã na estrutura do regime jurídico e de interdição às embarcações de países que participam de sanções unilaterais contra o Irã.

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o trânsito de embarcações pelo estreito caiu cerca de 95%, segundo a empresa de inteligência marítima Kpler.

A Lloyd’s List Intelligence, outra empresa marítima, revela que cerca de 150 embarcações, incluindo petroleiros e porta-contêineres, passaram por Ormuz, o que significa pouco mais do que o tráfego normal de um dia antes da guerra.

Com o fechamento do Estreito os preços globais do petróleo dispararam e chegaram a atingir US$ 120 nas primeiras semanas do enclave.

Navios chineses

Os dois navios porta-contêineres pertencentes à controladora chinesa Cosco passaram com sucesso pelo estreito de Ormuz e saíram do Golfo Pérsico nesta terça-feira (31/03). As embarcações estavam detidas desde o início da guerra, em 28 de fevereiro e tentaram, sem sucessor, atravessar o canal na última semana.

A passagem de navios vindos de países considerados “não hostis”, como Tailândia, China, Paquistão e Índia, está liberada pelo governo iraniano.