Terça-feira, 9 de junho de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria protagonizado uma conversa tensa com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta segunda-feira (01/06), segundo fontes ouvidas pelo veículo norte-americano Axios.

Citando autoridades familiarizadas com a conversa, a reportagem afirma que o presidente norte-americano chamou Netanyahu de “completamente louco”, acusando-o de ingratidão, ao exigindo que Israel interrompesse suas operações militares no Líbano.

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Após o ataque, Teerã afirmou que retiraria sua delegação das tratativas com os Estados Unidos condicionando o retorno das negociações ao fim dos ataques de Israel contra o Líbano e em Gaza.

“Você está completamente louco. Você estaria na cadeia se não fosse por mim. Estou salvando a sua pele. Agora todo mundo te odeia . Todo mundo odeia Israel por causa disso”, disse Trump a Netanyahu, segundo dois funcionários norte-americanos e uma terceira fonte citados pelo site.

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Uma das fontes disse que Trump chegou a gritar com o premiê israelense: “que diabos você está fazendo?”. O Axios descreveu a conversa como “carregada de palavrões” e marcada por acusações diretas de Trump ao aliado israelense.

Conversa entre Trump e Netanyahu foi tensa, diz Axios: ‘se não fosse por mim, você estaria na cadeia’
Joyce N. Boghosian/ Casa Branca

Trump teria suspendido o plano de Israel de bombardear Beirute, alertando que isso “isolaria ainda mais Israel “, ameaçando inviabilizar as negociações de cessar-fogo com o Irã.

Ainda de acordo com o Axios, Trump teria lembrado a Netanyahu que o defendeu publicamente em diversas ocasiões, incluindo pedidos para que o presidente israelense, Isaac Herzog, concedesse perdão ao premiê, que responde a um longo processo por corrupção em Israel. O gabinete de Netanyahu não comentou o conteúdo da reportagem.

Conversa ‘oficial’

Horas depois da ligação, Trump utilizou sua rede social Truth Social para afirmar que manteve uma “conversa muito produtiva” com Netanyahu e anunciou que não haveria tropas israelenses se dirigindo a Beirute.

“Ele virou suas tropas. Obrigado, Bibi!”, escreveu o presidente norte-americano, classificando a suposta operação planejada como “uma grande incursão a Beirute”.

Na mesma sequência de publicações, Trump afirmou que, por meio de representantes de alto escalão, manteve contato com o Hezbollah e recebeu garantias de que o grupo interromperia os ataques contra Israel. “Israel não vai atacá-los, e eles não vão atacar Israel”, escreveu.