Sexta-feira, 10 de abril de 2026
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A Força de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) assassinou três jornalistas em um dia, sendo um na Faixa de Gaza e dois no Líbano. Com isso, chega a sete o número de jornalistas mortos por bombardeios israelenses no Líbano desde o día 2 de março, gerando críticas de entidades representantes dos jornalistas.

A jornalista libanesa Ghada Daikh, da Rádio Sawt Al-Farah (Voz da Alegria), foi assassinada em Tiro, no sul do Líbano. Outra jornalista morta no mesmo dia foi Suzan Al-Khalil, da emissora TV Al-Manar.

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Em Gaza, Israel assassinou o jornalista Muhammad Washah, da emissora árabe Al Jazeera, que tem sede no Catar. Nesse caso, a IDF emitiu comunicado assumindo a autoria do atentado contra o jornalista.

“Washah atuava sob o disfarce de jornalista da Al Jazeera, explorando essa identidade para promover atividades terroristas contra as forças de defesa de Israel e o Estado de Israel”, disse o Exército israelense.

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A emissora Al Jazeera classificou o ato como “crime hediondo” e refutou a acusação de que Washah era do Hamas, lembrando que o profissional atuava na empresa desde 2018.

“Isto constitui uma violação nova e flagrante de todas as leis e normas internacionais e reflete uma política sistemática contínua de perseguição a jornalistas e silenciamento da voz da verdade. É um crime deliberado e direcionado, com o intuito de intimidar jornalistas e impedi-los de exercer suas funções profissionais”, disse comunicado da TV do Catar.

A Força de Defesa de Israel assassinou três jornalistas em um dia, sendo um na Faixa de Gaza e dois no Líbano
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Washah foi morto após um drone atingir o carro em que viajava a oeste da cidade de Gaza, segundo a emissora. Com isso, chega a 262 o número de jornalistas assassinados em Gaza desde o dia 7 de outubro de 2023.

O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York, nos Estados Unidos (EUA), condenou os três assassinatos contra os profissionais de imprensa cometidos por Israel.

“O assassinato de jornalistas em Gaza e no Líbano hoje não é incidental – é parte de um ataque mais amplo à liberdade de imprensa. A comunidade internacional deve agir agora para detê-lo”, diz comunicado da CPJ. 

Israel já matou mais jornalistas e profissionais de mídia do que qualquer guerra da história mundial. São mais mortes que a soma de outros sete importantes conflitos: as 1ª e 2ª guerras mundiais, a Guerra Civil Americana, a da Síria, do Vietnã (incluindo os conflitos no Camboja e no Laos), além das guerras na Iugoslávia e na Ucrânia.