Segunda-feira, 8 de junho de 2026
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Forças dos Emirados Árabes e do Kwait teriam se envolvido em ações militares contra o Irã nos últimos dias, situação que poderia gerar uma ampliação da guerra no Oriente Médio, caso se derrube o cessar-fogo temporário entre a República Islâmica e os Estados Unidos, e as ofensivas de ambos os lados sejam retomadas.

Tais episódios são mencionados por parte da mídia ocidental como “ataques secretos”, porque os governos emiradense e kwaitiano não confirmam a participação de seus soldados tais operações contra Teerã.

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Entretanto, uma reportagem do diário britânico The Guardian, publicada nessa terça-feira (12/05), confirmou com fontes dos Estados Unidos e com correspondentes no Oriente Médio que Abu Dhabi lançou um grande ataque contra o território iraniano nos últimos dias.

A matéria também relata uma ação de militares kwaitianos na captura de membros da Guarda Revolucionária Islâmica em águas próximas à ilha de Bubiyan, no Golfo Pérsico, próxima à fronteira entre o Kwait e o Irã.

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Nesta mesma terça-feira, o Pentágono informou que o custo da guerra com o Irã superou a casa dos US$ 29 bilhões (cerca de R$ 143 bilhões), o que representa US$ 4 bilhões a mais do que a estimativa anterior, divulgada duas semanas antes.

O anúncio foi acompanhado de uma nova cobrança a países aliados da Europa e do Golfo Pérsico para que ajudem militar e financeiramente nos ataques contra Teerã.

Arábia Saudita e Catar

Outra matéria, publicada pelo diário estadunidense The Wall Street Journal, fala sobre ataques recorrentes realizados pelos Emirados contra o território iraniano, e que o primeiro teria ocorrido nos primeiros dias de abril, antes de estabelecido o cessar-fogo entre Teerã e Washington.

A reportagem argumenta que os governos de Kwait e dos Emirados Árabes Unidos já haviam insinuado seu desejo de participar em ações de retaliação contra o Irã desde março, mas que não se envolveram antes porque esperavam que Arábia Saudita e Catar se somassem a essa postura – o que não se concretizou, tanto naquele então como na atualidade.

Reação iraniana

Em resposta, as autoridades iranianas emitiram um comunicado advertindo os países do Golfo Pérsico a não se envolverem “em uma guerra que interessa somente aos inimigos do mundo islâmico”.

No comunicado há um trecho dirigido diretamente às autoridades dos Emirados Árabes, que alerta sobre o risco de “seu país ser transformado em um covil para norte-americanos e sionistas, e suas forças militares e equipamentos serem usadas como armas para trair o mundo islâmico e os muçulmanos”.

O texto também argumenta que o aprofundamento dos laços militares, políticos e de inteligência dos Emirados Árabes Unidos com os Estados Unidos e Israel está contribuindo para a insegurança regional, e que isso provocará “uma resposta esmagadora” por parte das forças iranianas contra o território emiradense.