Sexta-feira, 10 de abril de 2026
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O presidente da Espanha, Pedro Sánchez, condenou os ataques israelenses realizados no Líbano nesta quarta-feira (08/04), que, segundo o Ministério da Saúde libanês, deixaram 203 mortos e mais de 1.000 feridos, após bombardeios atingirem mais de 60 localidades, incluindo a capital Beirute.

Sánchez criticou duramente a ofensiva genocida de Israel e questionou o respeito às normas internacionais. “Justo hoje, Netanyahu lança seu ataque mais duro contra o Líbano desde que começou a ofensiva. Seu desprezo pela vida e pelo direito internacional é intolerável”, afirmou.

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O líder espanhol também defendeu uma resposta mais firme por parte da comunidade internacional. “É hora de falar claro: o Líbano deve fazer parte do cessar-fogo. A comunidade internacional deve condenar essa nova violação do direito internacional. A União Europeia deve suspender seu Acordo de Associação com Israel. E não deve haver impunidade diante desses atos criminosos”, declarou.

A operação militar foi descrita como uma das mais intensas desde o início do atual conflito, com cerca de 100 ataques aéreos realizados em um intervalo de apenas 10 minutos. As explosões ocorreram sem aviso prévio e atingiram áreas densamente povoadas, ampliando o impacto sobre a população civil.

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No território libanês, os bombardeios provocaram ampla destruição, especialmente em Beirute, onde edifícios foram atingidos e equipes de resgate atuam intensamente na busca por sobreviventes. O número de vítimas continua sendo atualizado, enquanto autoridades e organismos humanitários alertam para o agravamento da situação.

Espanha lidera oposição na Europa em relação aos EUA de Trump

Segundo uma nova pesquisa da POLITICO, os espanhóis estão na vanguarda da luta por uma Europa mais forte e independente, em meio à crescente desconfiança em relação aos Estados Unidos de Donald Trump.

O veículo realizou uma consulta com pessoas em seis países da União Europeia. A maioria dos entrevistados espanhóis — 51% — afirmou que Washington representa uma “ameaça” para a Europa, a maior proporção entre todos os países pesquisados. Os resultados também revelaram uma forte oposição espanhola às políticas externas do presidente Trump e à guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.

Pedro Sánchez destacou-se como o principal crítico do presidente dos EUA na Europa e um opositor declarado da guerra no Irã. Depois de Madrid proibir Washington de usar bases militares operadas em conjunto ou o espaço aéreo do país para realizar ataques no Oriente Médio, Trump ameaçou cortar relações comerciais com a Espanha.

Na Espanha, 56% dos entrevistados disseram desaprovar fortemente a ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã, e 43% afirmaram que Madrid deveria se opor publicamente à operação militar e pressionar pelo fim do conflito.

Além disso, nesta quinta-feira (09/04), o ministro dos Negócios Estrangeiros, da União Europeia e da Cooperação da Espanha, José Manuel Albares, anunciou a reabertura da embaixada do país no Irã e o retorno do embaixador Antonio Sánchez-Benedito, segundo a Televisão Espanhola.

A sede diplomática em Teerã foi temporariamente fechada em 7 de março devido aos bombardeios dos EUA e de Israel, que começaram oito dias antes. A decisão surge em meio ao frágil acordo de trégua de duas semanas anunciado na terça-feira (07/04), após os EUA e o Irã chegarem a um acordo em troca da reabertura do Estreito de Ormuz.