Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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Em comunicado difundido nesta quarta-feira (04/03), o chanceler da Espanha, José Manuel Albares, negou ter autorizado Washington a utilizar as bases militares de Morón, na região de Sevilha, e de Rota, na região de Cádiz.

A declaração aconteceu horas depois de a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informar que a Espanha teria concordado em “cooperar” com as forças americanas no Oriente Médio.

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As declarações cruzadas começaram com um pronunciamento de Leavitt dizendo que as ameaças feitas pelo presidente estadunidense Donald Trump no dia anterior, quando prometeu cortar relações comerciais com Madri, teriam produzido a suposta aceitação – o que significaria uma mudança de postura do governo espanhol, que havia proibido o uso de suas bases por caças norte-americanos nos dias antes.

“Acredito que a Espanha entendeu a mensagem do presidente de forma clara e inequívoca ontem e, pelo que entendi, nas últimas horas concordou em cooperar com as forças armadas dos Estados Unidos”, frisou Leavitt.

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Por sua vez, o chanceler espanhol reagiu dizendo que “nego categoricamente e não tenho ideia do que isso possa significar”.

“Ela pode ser a porta-voz da Casa Branca, mas eu sou o ministro das Relações Exteriores do governo. De qualquer forma, quero assegurar ao povo espanhol que nossa posição permanece inalterada”, enfatizou Albares.

Declaração de Sánchez

Em coletiva de imprensa realizada nesta mesma quarta-feira, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também se referiu às ameaças de Trump e afirmou que seu país manterá a postura de não apoiar os Estados Unidos ou qualquer outro país em esforços de guerra.

Na coletiva, Sánchez defendeu a posição da Espanha sobre o conflito e reiterou que “esta é a mesma posição que mantemos na Ucrânia e também em Gaza”.

Chanceler José Manuel Albares desmentiu porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt
Palácio de La Moncloa

“Primeiro, não à violação do Direito Internacional, que protege a todos, especialmente os mais vulneráveis ​​e a população civil. Segundo, não à suposição de que o mundo só pode resolver seus problemas por meio de conflitos e bombas. E, finalmente, não à repetição dos erros do passado”, acrescentou o primeiro-ministro espanhol.

Ao final da conferência, Sánchez afirmou que “em última análise, a posição do governo espanhol pode ser resumida em três palavras: não à guerra”.

Com informações de ANSA.