Segunda-feira, 9 de março de 2026
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Pelo menos 87 marinheiros morreram após um submarino dos Estados Unidos afundar um navio de guerra iraniano ao largo da costa do Sri Lanka nesta quarta-feira (04/03), de acordo com o governo da ilha. A operação também foi confirmada pelo secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, que destacou o que chamou de “alcance global” de Washington na guerra contra o Irã.

Segundo detalhes fornecidos pela Marinha do Sri Lanka à agência France-Presse (AFP), o navio comportava cerca de 180 tripulantes. Foram recuperados 87 corpos, enquanto 32 pessoas foram resgatadas do Oceano Índico com vida e encaminhadas a um hospital na cidade de Galle. No entanto, ao menos 61 militares iranianos seguem desaparecidos. 

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O incidente ocorreu a cerca de 40 quilômetros ao sul do porto de Galle, conforme o governo do Sri Lanka, segundo o qual, o ataque afundou por completo o navio, “restando apenas uma mancha de óleo quando os barcos de resgate se aproximaram”. A fragata iraniana estava retornando após ter participado da Revisão Internacional da Frota de 2026 no mês passado na cidade costeira de Visakhapatnam, no leste da Índia.

Em coletiva, Hegseth definiu o ataque como uma prova do “alcance global” dos Estados Unidos no âmbito das agressões contra o território iraniano, iniciadas no último sábado (28/02) e que culminaram na morte de centenas de civis, além de funcionários de alto escalão e autoridades, incluindo o líder supremo Ali Khamenei.

“Um submarino norte-americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar seguro em águas internacionais. Em vez disso, foi afundado por um torpedo”, disse Hegseth a jornalistas, no Pentágono.

O secretário do governo de Donald Trump chamou o bombardeio de “morte silenciosa”, sendo esta a primeira vez que um projétil norte-americano afunda um navio de nação inimiga desde a Segunda Guerra Mundial.

“Assim como naquela guerra, estamos lutando para vencer”, disse ele, reforçando que entre os principais objetivos dos ataques conjuntos com Israel contra o Irã “é destruir a Marinha de Teerã”.

(*) Com Ansa