Terça-feira, 23 de junho de 2026
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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou nesta quinta-feira (11/06) usar os ativos iranianos confiscados para indenizar “danos” causados aos aliados norte-americanos na região do Oriente Médio. O anúncio foi feito em meio à escalada de tensões militares entre Washington e Teerã.

“Qualquer dano causado aos nossos aliados no Golfo [Pérsico] será ressarcido com fundos apreendidos de contas iranianas”, anunciou Bessent pela plataforma X, acrescentando que o mesmo ocorrerá para pedágios pagos à Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico. “Cada ataque lançado pelo Irã [contra os aliados dos EUA no Oriente Médio] só irá agravar as consequências econômicas e financeiras que o país [persa] enfrenta”.

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As declarações do secretário norte-americano fazem parte da mais recente campanha de pressão anunciada pelo Departamento do Tesouro em 5 de junho, a chamada “Operação Fúria Econômica”, em sanções que atingem setores bancário e energético do país persa. Em comunicado, o órgão afirmou que o governo de Donald Trump estava designando “uma rede de indivíduos, entidades e embarcações responsáveis pelo transporte de centenas de milhões de dólares em gás liquefeito de petróleo (GLP)” para usuários no Sul e Leste da Ásia.

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Ao todo, 12 entidades foram alvos, incluindo cinco baseadas nas Ilhas Marshall, quatro nos Emirados Árabes Unidos e uma na China. O argumento apresentado por Washington é que a rede usou empresas de fachada nesses países, além de contas bancárias estrangeiras e frota clandestina para movimentar “milhões de barris de GLP” de origem iraniana, driblando sanções norte-americanas.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou usar os ativos iranianos apreendidos para pagar eventuais prejuízos causados aos aliados norte-americanos na região do Oriente Médio
X/@SecScottBessent

A campanha de pressão financeira se desenrolou poucos dias antes da renovação das operações militares dos Estados Unidos, por ordem de Trump, contra o Irã. 

Na madrugada de quarta-feira (10/06), o Exército dos Estados Unidos realizou ataques no sul do Irã em retaliação ao suposto abate de um helicóptero Apache que o presidente norte-americano alegou ter sido de autoria do país persa. Em nota, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) justificou sua violação como um “ataque de autodefesa contra o Irã” e “uma resposta proporcional à agressão iraniana injustificada”. Nesta quinta-feira, Trump sugeriu possíveis ações contra a infraestrutura petrolífera de Teerã.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi acusou os Estados Unidos de “violação da soberania nacional e da integridade territorial”. O chanceler condenou a ação militar norte-americana e reiterou que Teerã mantém o “direito inerente à legítima defesa e de uma resposta recíproca”.