EUA confirmam morte de dois militares norte-americanos em ataques iranianos à Jordânia
Terceiro oficial permanece desaparecido; em mensagem à nação, aiatolá Mojtaba Khamenei prometeu ‘lições inesquecíveis’ para Washington
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou, neste sábado (18/07), a morte de dois soldados norte-americanos após os bombardeios iranianos contra bases militares do país situadas na Jordânia nesta sexta-feira (17/07). Um terceiro militar continua desaparecido.
Segundo o comunicado, os militares foram atingidos enquanto “forças parceiras se defendiam de ataques de mísseis balísticos e drones iranianos”. Um terceiro militar permanece desaparecido.
A nota acrescenta que “quatro membros das Forças Armadas norte-americanas foram levados para hospitais jordanianos. Eles já foram liberados desde então. Outros militares que foram avaliados por ferimentos leves retornaram ao serviço”.
Na fase inicial do conflito, 13 militares norte-americanos morreram e um piloto perdeu a vida posteriormente em um acidente, totalizando 14 baixas. Com o anúncio de hoje, o número de mortes eleva-se para 16, enquanto o de feridos chega a 430 militares.
Nesta manhã, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou ter atingido, com “um ataque devastador”, a base norte-americana de Al-Azraq, na Jordânia. A operação teria destruído “completamente pelo menos dois caças norte-americanos” e provocado danos em outras três aeronaves.
Acordo está suspenso
Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, Teerã suspendeu oficialmente todos os compromissos assumidos no memorando de entendimento firmado com os Estados Unidos.
“Os Estados Unidos violaram e suspenderam todos os seus compromissos no âmbito do Memorando de Entendimento de Islamabad, como resultado, também suspendemos todos os nossos compromissos. Não estamos mais implementando esses compromissos”, declarou Gharibabadi, segundo informações da agência Fars. O vice-chanceler acrescentou que, neste momento, o Irã está concentrado em “defender o país”.

EUA confirmam morte de dois militares em ataques do Irã na Jordânia
Agência Tasnim
Lições inesquecíveis
Neste sábado (18/07), o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, divulgou uma declaração acusando Washington de romper deliberadamente o memorando de entendimento firmado entre Teerã e Washington. Segundo ele, a assinatura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não tem valor, nem credibilidade”.
Khamenei também prometeu “lições inesquecíveis” para Washington, afirmando que a ofensiva norte-americana revelou “a verdadeira face” dos Estados Unidos e reforçou a impossibilidade de se confiar nos Estados Unidos. “Essa experiência sombria de crime e desobediência serve como mais um documento sólido sobre a mentira, a irracionalidade, a falta de confiança e a vileza da América”, declarou.
Ele acrescentou que os recentes combates demonstraram “a bravura dos combatentes do Islã e a coragem do povo da região sul”. Khamenei também passou um recado aos iranianos para que “preservem a unidade” e impeçam “divisões, disputas políticas e o agravamento das diferenças sociais”. “O inimigo não deve perceber qualquer sinal de fraqueza do Irã”, salientou.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, também acusou Washington de descumprir integralmente o memorando de entendimento, afirmando que os Estados Unidos violaram todos os compromissos previstos no acordo.























