Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (21/04) que suas forças interceptaram e abordaram um navio “sem bandeira e alvo de sanções” no âmbito dos esforços de Washington contra as redes que prestam apoio ao Irã. Segundo a agência de notícias AFP, o navio foi identificado como vinculado a atividades iranianas.

“Durante a noite, forças dos Estados Unidos efetuaram, sem incidentes, um direito de visita, uma interdição marítima e a abordagem do navio M/T Tifani, sem bandeira e sancionado, dentro da área de responsabilidade do INDOPACOM”, informou o Pentágono na rede social X.

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De acordo com a empresa de inteligência do setor de energia Kpler, o navio carregou quase dois milhões de barris de petróleo bruto na ilha de Kharg, no Irã, em 5 de abril, e atravessou o Estreito de Ormuz em 9 de abril. O sinal de rastreamento indicava que seguia para Singapura.

O Pentágono não especificou o local exato da operação, mas afirmou que ela aconteceu na área de atuação do INDOPACOM, o comando militar norte-americano que abrange grande parte dos oceanos Pacífico e Índico.

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A mensagem reafirmou que os Estados Unidos estão determinados a “desarticular redes ilícitas e interceptar navios sancionados que ofereçam apoio material ao Irã, onde quer que operem”.

O Tifani é um “petroleiro com bandeira do Botsuana”, segundo a empresa de inteligência Vanguard Tech, que indicou que o navio foi interceptado no Oceano Índico. Seu último sinal foi detectado nesta terça-feira, entre o Sri Lanka e o Estreito de Malaca, de acordo com o site de rastreamento Marine Traffic.

“As águas internacionais não são um refúgio para navios sancionados”, afirmou o Pentágono no X. A mensagem incluía imagens de vídeo que mostravam helicópteros sobrevoando um grande petroleiro de cor laranja.

No entanto, a empresa de dados marítimos Lloyd’s List Intelligence afirmou na segunda-feira (20/04) que “ao menos 26 navios da frota fantasma iraniana haviam burlado o bloqueio americano” desde a sua instauração na semana passada.

O presidente Donald Trump afirmou que manterá o bloqueio sobre os portos iranianos até que Estados Unidos e Irã alcancem um acordo para acabar com a guerra. O republicano ainda declarou que o Irã não tem outra escolha que não seja “fazer um acordo” para pôr um fim definitivo ao conflito e reforçou não estar interessado em prorrogar o cessar-fogo.

Por sua vez, de acordo com a agência Tasnim, informações obtidas pelo veículo sugerem que as exigências excessivas dos Estados Unidos e o anúncio de um bloqueio naval contra embarcações iranianas impediram a consolidação de novas negociações. Diante desse contexto, “o Irã está totalmente preparado para a possibilidade de retomada da guerra e também organizou novas surpresas para uma possível nova rodada de conflito”.