Sexta-feira, 15 de maio de 2026
APOIE
Menu

Os Estados Unidos e o Irã entraram em confronto no Estreito de Ormuz na noite desta quinta-feira (07/05), em meio às tratativas indiretas para o cessar-fogo do enclave, anunciado em 8 de abril.

As forças iranianas acusaram os Estados Unidos de violar o cessar-fogo ao iniciar os ataques atingindo um petroleiro iraniano e um outro navio, além de bombardeiros contra áreas civis na Ilha de Qeshm e nos portos no sul do Irã. Defesas aéreas iranianas também foram acionadas no oeste de Teerã.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Já o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) diz que forças iranianas iniciaram ataques “não provocados” contra três destroieres norte-americanos (USS Truxtun, USS Rafael Peralta e USS Mason) que transitavam pelo estreito.

Após várias horas de fogo, “a situação nas ilhas iranianas e cidades costeiras ao longo do Estreito de Ormuz voltou ao normal”, afirmou a Press TV iraniana.

Mais lidas

EUA e Irã trocam ataques no Estreito de Ormuz
Mostafa Tehrani / Tasnim

‘Violação da trégua’

Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Central do Irã, relatou que Washington atacou duas embarcações iranianas: um petroleiro que viajava da região de Jask em direção ao estreito e outro que entrava em Ormuz próximo ao porto de Fujairah , nos Emirados Árabes Unidos.

Zolfaghari acrescentou que as forças norte-americanas também bombardearam áreas civis nas costas dos portos de Khamir e Sirik, e na ilha de Qeshm, localizada em uma região estratégica do Estreito de Ormuz. “O exército norte-americano, agressivo, terrorista e invasor violou o cessar-fogo”, denunciou o porta-voz.

Teerã respondeu aos ataques atingindo embarcações militares norte-americanas a leste do estreito e ao sul do porto de Chabahar e advertiu que continuará reagindo a qualquer nova ofensiva, “de forma poderosa e sem a menor hesitação a qualquer ato de agressão ou ataque.”

O ataque norte-americano ocorre no momento em que o Irã analisa o memorando de entendimento para a trégua enviado por Washington na última quarta-feira (06/05). Teerã vem reiteradamente acusando as ameaças e os ataques dos Estados Unidos em meio às negociações da trégua do enclave, iniciado em 28 de fevereiro pelas forças dos Estados Unidos e de Israel.

‘Provocação’

Em comunicado, o Centcom sustenta que as forças iranianas “lançaram vários mísseis, drones e pequenas embarcações” contra os destróieres USS Truxtun, USS Rafael Peralta e USS Mason, afirmando que nenhum equipamento norte-americano foi atingido. O porta-voz iraniano contesta a versão e aponta “danos significativos” aos armamentos dos EUA.

Segundo o Centcom, foram destruídas instalações militares iranianas, incluindo centros de comando, bases de lançamento de mísseis e drones e estruturas de inteligência e vigilância. “O Comando Central não busca uma escalada do conflito, mas permanece posicionado e pronto para proteger as forças americanas”, afirma o texto.

Nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou os ataques. Ele insultou o Irã, declarando que “não é um país normal” e prometeu derrotá-lo “com muito mais força e violência no futuro, se não assinar o acordo rapidamente!”.

Já, em declaração à ABC News, Trump tentou minimizar a agressão: “nós os derrotamos facilmente. Eles brincaram conosco. Eu chamo isso de brincadeira”. Em sua avaliação, os ataques retaliatórios contra alvos iranianos “não passam de uma provocação”.

Questionado sobre cessar-fogo, ele disse que “pode não acontecer, mas pode acontecer a qualquer momento”. “Acredito que eles querem o acordo mais do que eu”, acrescentou.  À correspondente da ABC na Casa Branca, Rachel Scott, Trump disse que o cessar-fogo com o Irã “ainda está em vigor”.