EUA ordenam que cidadãos norte-americanos deixem 'imediatamente' países do Oriente Médio
Em meio à escalada militar, Departamento de Estado recomenda uso de transportes comerciais devido a 'sérios riscos de segurança'
O Departamento de Estado norte-americano publicou um comunicado nesta segunda-feira (02/03) recomendando “fortemente” que seus cidadãos deixem de imediato mais de uma dúzia de países do Oriente Médio, entre eles Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O alerta se dá no contexto dos ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã, e a consequente retaliação do país persa que tem escalado as tensões regionais.
Pela plataforma X, a secretária-adjunta do Departamento de Estado para Assuntos Consulares, Mora Namdar, afirmou que os norte-americanos, devido aos “sérios riscos de segurança” devem se retirar da região usando transportes comerciais que estejam disponíveis.
The @SecRubio @StateDept urges Americans to DEPART NOW from the countries below using available commercial transportation, due to serious safety risks. Americans who need State Department assistance arranging to depart via commercial means, CALL US 24/7 at +1-202-501-4444 (from… pic.twitter.com/vdplAik2Sq
— Assistant Secretary Mora Namdar (@AsstSecStateCA) March 2, 2026
O aviso mais recente se aplica ao Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Cisjordânia ocupada e Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.
Os alertas foram emitidos após uma série de ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã, resultando na morte de civis e diversas autoridades iranianas, incluindo o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.
Ainda na segunda-feira, Trump afirmou em uma entrevista o portal norte-americano New York Post, que não espera que a guerra se “prolongue por muito tempo”, e que sempre pensou que durariam “quatro semanas”. “Estamos um pouco adiantados em relação ao cronograma”, declarou.
Em reação às ameaças, houve forte alta nos preços da commodity após autoridades iranianas afirmarem que poderiam alvejar qualquer embarcação que tentasse cruzar o Estreito de Ormuz, uma passagem marítima crucial para o mercado internacional de petróleo.
























